Ainda que alguns personagens homossexuais esbarrem na rejeição do público, existem outros que caem nas graças dos telespectadores. Foi o caso de Félix, de "Amor à Vida". Na trama de Walcyr Carrasco, o vilão de Mateus Solano acabou buscando sua redenção durante o folhetim e seus "vacilos" se justificavam na falta de apoio e compreensão para "sair do armário". "Foi um grande passo na sociedade e um dos papéis que mais me deu prazer na tevê", garante Solano.
Outro que seguiu pelo mesmo caminho foi Crô, interpretado por Marcelo Serrado em "Fina Estampa", também da Globo. Tamanha foi a repercussão do mordomo espalhafatoso que sua importância acabou transcendendo a novela. Ainda com o folhetim de Aguinaldo Silva no ar, cogitava-se fazer uma série sobre o personagem. Depois, no entanto, a ideia foi transformada em filme. "O Crô conseguiu se sobrepor a qualquer tipo de preconceito. O gay virou uma coisa menor hoje em dia. Ele era assim e ponto. Não levantava bandeira nenhuma. Era uma pessoa normal, divertida. Até as crianças amavam ele", opina Serrado.

Instantâneas

# Na versão original de "O Rebu", exibida em 1974, o crime que serviu de pano de fundo para a história foi motivado pelo envolvimento afetivo entre Conrad e Cauê, interpretados por Ziembinski e Buza Ferraz.

# Em "Amigas e Rivais", do SBT, Jandir Ferrari viveu um falso gay. Na trama, o personagem fingia ser homossexual, do tipo espalhafatoso, para conseguir emprego como cabeleireiro no salão de beleza da história.

# Em "Geração Brasil", Luís Miranda interpretou Dorothy Benson, uma extrovertida transexual.

# Durante a ditadura militar brasileira, em "Os Gigantes", exibida pela Globo em 1979, e "Brilhante", de 1981, os personagens gays tinham relacionamentos velados e era proibido usar o termo "homossexual" nas falas.

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