Acarajés já são tradição
Salvador - O feijão fradinho, de molho desde a véspera, é batido até soltar toda a casca. Então, tempera-se a massa branquinha com alho, cebola e sal e mexe-se com força até ficar no ponto. Os bolinhos, moldados na colher, são fritos no azeite de dendê bem quente. Parece simples, não? Mas o acarajé realmente bom é um dos mistérios dessa terra.
Tanto quanto o pãozinho delícia (aquele recheado e coberto com queijo parmesão ralado, que se vende em tudo que é lanchonete), encontra-se acarajé em cada esquina de Salvador. Poucas, porém, são as mãos que têm o dom de fazê-lo perfeito, crocante, de encher a boca de prazer. Por isso, enquanto muitas baianas ficam com os tabuleiros cheios de bolinhos, à espera de fregueses, outras não dão conta dos pedidos.
Desconfie dos grandes demais e cheios de tranqueiras. O acarajé pequeno e crocante, só com um triz de molho de pimenta, esse sim é o que há. No máximo, mande pôr um pouco de vatapá e alguns camarões.
Para comer o acarajé de Dinha, no Rio Vermelho, ou de Cira, no Largo de Itapuã, precisa pegar fila. Sempre. Às vezes, você já com a boca cheia d'água, e 50 pessoas na sua frente. A espera compensa.
Acarajés e abarás
mais quentes da cidade
- Acarajé da Dinha: Largo de Santana - Rio Vermelho. Diariamente, a partir das 16 horas.
- Acarajé de Cira: Largo de Itapuã e Largo da Mariquita. Diariamente, a partir das 10 horas.
- Acarajé de Dulcinéia: Shopping Iguatemi (em frente da Estação Rodoviária).
- Acarajé da Dica: Rua J. Carlos Rabelo, Pelourinho. Terça a sábado, das 15 às 23 horas, e domingo, das 10 à 1 hora.
- Acarajé do Gregório: Shopping Barra, na Avenida Centenário. De terça a domingo, das 14 às 20 horas.
- Quiosque de Amaralina: Avenida Otávio Mangabeira, s/n.º, Amaralina. Diariamente, das 16 horas à meia-noite.
- Acarajé da Regina: Rua da Graça, em frente do Colégio Sartre, no Largo de Santana, e na Rua das Amendoeiras, 15, Pituaçu.
- Point do Acarajé: Rua Marechal Floriano, 50, Canela. De segunda a sábado, das 16 às 23 horas.





