Depois dos mais recentes títulos nas trilhas da ação absurda e rocambolesca, Bruce Willis, Silvester Stallone e Arnold Schwarzenegger estão praticametne descartados do jogo hollywoodiano de cartas marcadas. Willis parece ser o mais inteligente do trio, e bem depressa variou o cardápio, indo com desenvoltura e sucesso da leve comédia mafiosa ao passeio sobrenatural. Stallone, já claudicante, acaba de se queimar seriamente na refilmagem de um classico dos anos 70, ‘‘Carter, o Vingador’’ (Michael Caine fazia o original), que não está rendendo nem para as cópias. E Scharzzie tem o futuro depositado em ‘‘The 6th Day’’, que acaba de ser lançado nos Estados Unidos.
E é claro, vale aqui também. Reis mortos, reis postos. Ou quase. Num certo sentido muito objetivo, ‘‘Suando Frio’’(veja a programação de cinema na página 4) busca reeditar as peripécias de um ‘‘Duro de Matar’’, ou de um ‘‘Rambo’’, ou um ‘‘Exterminador do Futuro’’, os grandes hits dos anos 80 que ajudaram a retirar o termo adrenalina dos compêndios médicos e a anexá-los às marquises das salas de exibição – hoje, claro, vulgarizado
ad nauseam. É absolutamente claro que o diretor irlandês Hugh Johnson utiliza a ação como regra geral.. E como secundária também a ação. Pois não é nada além disso, ‘‘The Chill Factor’’: uma sucessão de sequências construídas – e obviamente destruídas... – tendo como meta atingir o coeficiente zero em credibilidade.
Dois amigos, um negro, um branco, antagônicos mas flertando abertamente (sem sexo, claro, porque são machões, ao contrário de ‘‘Amor ou Amizade’’), fazem misérias para evitar que a escória do terrorismo utilize uma arma química que tem se mantida num sempre veloz caminhão de ice cream. Cuba Gooding Jr. e Skeet Ulrich são os heróis desabalados. A tal arma, uma ‘‘nova configuração molecular’’ foi desenvolvida por um cientista que dispara a torto e a direita sentenças apocalípticas do tipo ‘‘Oh, meu Deus, eu me tornei a Morte, o destruidor do mundo!’’ Mas há tolices ainda maiores e mais ilógicas do que este filme.

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