O que chama a atenção na animação ''Young Justice'', em primeiro lugar, é o tom realista, que virou mania desde as primeiras bem-sucedidas adaptações cinematográficas na virada do século.
Em entrevista, Vietti afirma que o conceito da roupa de Robin, por exemplo, vem do fato dele ser um lutador de rua e por isso seu uniforme é na verdade uma espécie de armadura. Já o Kid Flash tem o design que lembra o Flash, no entanto é relativamente mais robusto, porque o mais jovem começa a desenvolver seu próprio estilo de usar a velocidade, mais como um canhão humano.
Em termos de história, Weisman privilegia os grandes plots em meio a arcos curtos e de médio prazo. Sempre tem algo maior acontecendo no pano de fundo de cada episódio. O interessante em ''Young Justice'' é que há mais ação e uma preocupação maior com a personalidade de cada um.
''Young Justice'' quer que o público, especialmente os mais jovens, consiga se ver em Robin e Superboy, por exemplo. Pra começar, tudo é mais impulsivo e rápido. Robin não tem vocação pra líder e é extremamente inconsequente no campo de batalha. Superboy é muito calado e isolado do grupo, não sabe lidar com seus sentimentos, especialmente com Miss Martian e quem deveria ser seu mentor, Superman. Aliás esses relacionamentos vão muito de encontro com a no falta de comunicação entre amigos e namoradas, pais e filhos.
A animação consegue injetar o frescor e o vigor da juventude em uma narrativa que vai de encontro com o público jovem. Trata-o como adulto quando necessário, só que sem deixar a diversão de lado. Leva-se a sério e também ri de si mesmo. Ainda não há data de estreia no Cartoon Network brasileiro, mas isso não é problema para a galerinha conectada na internet. (C.Y.)

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