Abertos ao diálogo
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domingo, 15 de dezembro de 2013
Marcos Roman <BR>Reportagem Local 
Na avaliação do artista plástico e chefe da Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Danilo Villa, o setor de artes plásticas já está estabilizado em Londrina. "Isso se deve ao diálogo constante que acontece na cidade entre artistas, críticos de arte e pensadores de diversos segmentos", argumenta.
Entre os destaques do setor em 2013, ele aponta a vinda à cidade de renomados artistas contemporâneos. "Além de trazer suas obras para a cidade, essas exposições são importantes porque promovem um intercâmbio com os artistas locais com obras que têm ganhado destaque dentro e fora do Brasil. Entre os grandes nomes que estiveram em Londrina este ano estão a catarinense Raquel Stolf, os paulistanos Flávia Junqueira e Paulo Miyada, além do grafiteiro Alex Hornest (Onesto)", cita.
Villa destaca o trabalho realizado pela Vila Cultural Grafatório e do Sesc como atividades importantes para aproximar a população do universo artístico. "Existem várias entidades promovendo cursos e exposições ligadas às artes plásticas durante todo o ano. Além de valorizar o trabalho dos artistas, essas ações ajudar a despertar o senso crítico e incentivam a produção de novos trabalhos na cidade", salienta.
Apesar da cidade contar com diversos eventos, Villa acredita que ainda falta uma maior aproximação com o grande público. "As pessoas precisam entender que apreciar a arte plástica vai muito além de achar determinada obra feia ou bonita. É preciso entender o contexto de sua criação e o impacto que ela causa na vida de quem a observa. Sinto que grande parte do público ainda fica tímido nos eventos. É preciso saber que os artistas e curadores sempre estão abertos ao diálogo e que eles são importantes para estreitar esses laços", argumenta.


