O grande sucesso da TV brasileira, atualmente, não saiu de nenhuma cabeça coroada da Globo e nem veio de terras mexicanas. Foi fruto de um punhado de executivos que, ocupados em passar a mão nos cofres públicos, acabaram criando involuntariamente um dos programas de maior audiência da televisão: as sessões da CPI dos Precatórios.
O enredo é genuinamente nacional, com locações nas Ilhas Cayman e outros paraísos fiscais. Os personagens, indomados, abusam de expressões em inglês. E o ingrediente básico - corrupção - dá um toque mexicano à trama. Tudo isso fez a CPI dos Precatórios cair no agrado do público. Mas o fim da CPI pode decretar a queda total da audiência. Por isso, aproveitando o talento de alguns atores desta CPI, criamos alguns novos programas que podem agitar a programação e manter os brasileiros ligados na TV Senado.Ocaricaturista J. Carlos foi o traço mais elegante da charge brasileira. Publicou na imprensa de 1902 a 1950. Era capista e ilustrador de O Tico-Tico, O Malho e da revista Careta, publicações que eram o centro da cultura e da política naquele mundo sem televisão. Seu traço sofisticado, do qual também saiam janotas e melindrosas de minissaia - num tempo em que não se ousava subir a barra da saia até os joelhos - influenciava o comportamento das pessoas. Teve uma produção fantástica, em qualidade e quantidade. Desenhava retratos, charges políticas, histórias infantis, quadrinhos, capas de revistas e ainda encontrava tempo para fazer desenhos de moda. Publicou aproximadamente 5 mil desenhos em 49 anos de trabalho e realizou um minucioso retrato de sua época. A fotografia era um processo caro e quem fazia a cobertura visual dos acontecimentos eram os desenhistas. O desenhista Cassio Loredano, que está editando uma série de livros sobre o artista, calcula que J. Carlos fez ‘‘mais ou menos três desenhos por dia’’ durante sua vida. Loredano tem a intenção de publicar a obra de J. Carlos em 15 volumes e o primeiro deles será publicado ainda este ano.

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