Na falta de Renato Aragão, o contra-ataque brasileiro é comandado pela ''rainha dos baixinhos'', Xuxa Meneghel. Para tentar neutralizar a ofensiva estrangeira dessa abertura de férias e encerramento de temporada, estréia hoje em cerca de 300 salas do País ''Xuxa e os Duendes'' (veja programação de cinema na página 5), a mais sofisticada produção já realizada pela empresa da animadora, a Xuxa Produções, com a participação da Warner Bros.
Não é pouca coisa. As imagens dessa aventura mágica sobre humanos, fadas e duendes foram captadas por duas câmeras Sony/Panavision, modelo HDWF900-24P, do mesmo tipo utilizado por George Lucas em ''Star Wars - A Ameaça Fantasma'', o mais recente e mais vulnerável filme da milionária série de ficção-científica.
A essas preciosidades de alta definição digital em 24 quadros por segundo, os diretores Rogério Gomes e Paulo Sergio acrescentaram ainda outro engenho, agora da Sony HDCAM: o Avid/DSHD, exclusivamente para rebuscados efeitos especiais. Para o primeiro longa metragem latino-americano a utilizar toda essa parafernália foram gastos cinco meses e 3 milhões e meio de reais, 300 mil a menos se o filme tivesse sigo gravado em celulóide.
Agora é esperar que o aparato tecnológico de ponta e muitas siglas tenha sido manuseado por mãos artistas e sensíveis, capazes de substituir o deslumbramento terceiro-mundista pela velha e boa arte de contar histórias. No caso, a de uma botânica (Xuxa) que penetra no mundo mágico de uma aldeia de duendes no coração da floresta. Ela descobre que tem poderes especiais para combater o mal, personificado por Guilherme Karam e Gugu Liberato, o único não-global num elenco que não é filial, mas a própria matriz da vênus platinada. (C.E.L.J.)

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