Os amantes das artes plásticas sempre lastimaram a dificuldade de conhecer alguns museus europeus, devido ao custo proibitivo e a impossibilidade de esboçar um roteiro que contemple todas as atrações. Com o surgimento da rede mundial de computadores, o acesso se tornou mais fácil. Só não conhece as obras de mestres como Rembrandt, Munch, Duchamp, quem não quiser. O site francês www.ibiblio.org/wm/paint/ traz obras de mais de 200 pintores de grande renome do Ocidente e apresenta e explica as diversas escolas que já figuraram na história da pintura.
Criado em 4 de fevereiro de 1996, o site é mantido pelo jovem web consultor Nicolas Pioch. Traz três opções aos internautas: um índice com os links para cada pintor, um glossário explicando as diversas fases por que passou a arte pictórica e um leque didático sobre a multiplicidade de estilos dos criadores. O glossário compreende inúmeras escolas, como a Pintura Gótica (1280-1515), a Renascença Italiana (1420-1600), a Renascença do Norte (1500-1615), o Barroco (1600-1790), a Revolução e a Restauração (1740-1860), o Impressionismo (1860-1900) e movimentos do século 20 – Expressionismo, Cubismo, Abstracionismo, Pop Art. Já os estilos referem-se aos mais próximos da pintura moderna – Barroco, Classicismo, Cubismo, Dadaísmo, Expressionismo, Fauvismo, Futurismo, Impressionismo, Realismo, Renascença, Romantismo e Surrealismo.
Entre os links dos pintores, destacam-se mestres ultraconhecidos e estetas nem tão renomados, valendo citar alguns: Pieter Aertsen, Francis Bacon, Lewis Carrol, Edgar Degas, Jan Van Eick, Jean Fouquet, Paul Gauguin, David Hockney, Jean-Auguste-Dominique Ingres, Wassily Kandinsky, Nicolas Lancret, Edouard Manet, Jackson Pollock, Peter Paul Rubens, John Singer Sargent, Tintoretto, Vincent Van Gogh e Benjamin West.
Entre os mestres, um chama a atenção – Edward Hopper (1882-1967) –, pintor americano ativo principalmente em Nova York. Há cenas interiores e exteriores de seus retratos, com um olhar privilegiado próximo à elegância com que Gershwin pintava sua Manhathan. Ele aprendeu muito com Robert Henri entre 1900 e 1906, viajando posteriormente por três vezes à Europa, onde pôde consolidar seu estilo. Abandonou a pintura por uma época, mas logo percebeu que seu destino era a imagem. ‘‘Eu não acho que eu tenho tentado pintar o cenário americano; estou tentando pintar eu mesmo’’ se auto definiu. O clássico ‘‘Nighthawks’’ (Falcões da Noite), de 1942, está na homepage, direto do Art Institute of Chicago (AIC), onde o autêntico se encontra. Se você nunca pensou que um dia teria acesso ao acervo do AIC, agora a web permite. Deleite-se.


sugestões e críticas: [email protected]

mockup