Paulo WolfgangRegina Menezes: ‘‘A voz acaba sendo uma boa companhia’’Instrumento de trabalho, a voz também remete ao ouvinte um estado de espírito. Basta lembrar das propagandas da TV. Agressivas, sensuais, estridentes, sofisticadas, elas passam a mensagem da forma que o anunciante deseja.
A jornalista, locutora e apresentadora londrinense Regina Menezes, é uma voz conhecida em peças comerciais e vídeos institucionais na região. Sua voz mansa e macia se presta, por exemplo, a dar as boas-vindas aos passageiros de uma empresa de ônibus, gravar mensagens para o dia dos namorados e coisas do gênero. ‘‘Minha voz se enquadra em um determinado estilo de comercial, mais pausado, mais intimista, mais relaxante para quem ouve’’, analisa.
Para Regina, que afirma nunca ter educado a voz, este tipo de trabalho surgiu de forma surpreendente com um teste em uma rádio FM há mais ou menos 12 anos. Observadora, ela acredita que cada timbre de voz passa uma imagem, um ideal de pessoa. ‘‘A voz acaba sendo uma boa companhia para gente. É bom você estar ouvindo uma música e de repente entra aquela voz familiar’’. (D.B.)

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