A volta do réveillon tradicional
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de dezembro de 1996
Adriana Ferreira<br> Agência Estado 
Uma cascata de 364 metros de extensão, na parede do Forte de Copacabana, será o ponto alto da tradicional queima de fogos do réveillon do Rio de Janeiro. A festa começará exatamente à meia-noite, no Hotel Meridien, com uma cascata de fogos de 119 metros de altura. Em seguida, será a vez da cascata da Pedra do Leme. Dez minutos depois começará a queima de fogos em nove pontos diferentes da orla. Cada um desses lugares terá de 500 a 600 bombas e de dois a três mil tiros de morteiro.
Há três anos consecutivos, a cascata do Forte é considerada pelo Guinness Book a maior muralha de fogos de artifício do mundo. O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Francisco Grambowsky, garante que este ano não vai ser igual ao que passou. A virada de 96 para 97 será muito melhor, afirma. É a volta do réveillon tradicional.
Sincronia Em vez de shows, que nos últimos quatro anos fizeram parte da festa de Ano Novo, a orla ficará enfeitada exclusivamente de fogos de artifício. Serão 12 toneladas de fogos, distribuídos em 12 pontos da orla marítima de Copacabana. O espetáculo deste ano vai durar vinte minutos e terá três cascatas de fogos como atração principal. Serão gastos 200 mil reais e a prefeitura espera atrair cerca de dois milhões de pessoas.
Três empresas foram contratadas para preparar o espetáculo. Segundo o vice-presidente da ABIH, elas vão trabalhar em conjunto para garantir uma sincronia melhor na queima de fogos. A queima será sequencial, evitando que a orla fique tomada por uma fumaça densa. Estes serão os pontos da queima de fogos: Pedra do Leme, restaurante Marius, a discoteca Help, os hotéis Meridien, Leme Palace, Internacional Rio, Copacabana Palace, Rio Atlântica, Othon Palace, Luxor Hotel Regente, a rua Figueiredo Magalhães e o Forte Copacabana.


