A volta do eterno Patinho Feio
A marca famosa dos desenhos animados somente aparece aqui como uma das casas co-produtoras, e ainda assim como Disney Television France. Ela divide a empreitada com as dinamarquesas A.Films, TV2 e Target Media, as outras francesas Futurikon e TPS Star, a islandesa Magma Films e inglesa Ulisses Films Production.
Como se observa, esforço europeu concentrado para criar o longa-metragem ''Putz ! A Coisa Tá Feia'', estreando hoje no País (confira a programação de cinema na página 2) mas de olho no feriadão de 12 de outubro engordado pela semana prévia de ócio escolar.
Já não existe tanta certeza se todas as crianças recém-crescidas ou em crescimento por aí foram apresentadas ao Patinho Feio, personagem original de Hans Christian Andersen. Conhecida universalmente como a história do patinho rejeitado por todos porque não era igual entre os de sua espécie - o velho preconceito contra o diferente, agora rebatizado como diversidade -, esta fábula reaparece não alterada em substância, mas revestida com uma novidade, respeitado o final feliz. Ao redor do pobre bípede emplumado palmípede, há o acréscimo de inesperados e importantes personagens.
Surge o egoísta e antipático rato Ratso, que assume papel de mãe, ou melhor, de pai, já que nenhum dos dois estava por perto quando o patinho saiu do ovo. ''Que espécie de pai eu seria se me recusasse a fazer o papel de mãe a seu filho?'' E a partir desse encontro seguem os dois pelo caminho de aventuras e perigos, o rato sempre imaginando utilizar o pato de modo a obter um bom dinheiro.
O todo não desagrada, mas também não empolga. Os diretores dinamarqueses Michael Hegner e Karsten Kiilerich estão longe de reprisar o talento do Andrew Adamson de ''Shrek'' ou do Brad Bird de ''Ratatouille'', mas fazem o que podem. A qualidade gráfica não está certamente à altura do padrão de excelência dos melhores estúdios hollywoodianos, com certeza muito em decorrência de orçamento (não revelado mas visível pela modéstia dos resultados), bem menos generoso do que os mega-budget dos similares produzindo nos EUA.(C.E.L.J.)





