A volta de Sandra Bullock, divertida
Como a sua vizinha de sala, a outra estréia nacional ''17 Outra Vez'', este ''A Proposta'' não oferece novidades nem surpresas num gênero que tem a idade do próprio cinema. Sem muito esforço, este filme produzido e interpretado por Sandra Bullock chega hoje ao circuito nacional (confira a programação na página 2) apenas para cumprir o básico da comédia: entreter e provocar algum riso mais consistente. Consegue.
Bullock, de volta à ativa depois de bons anos longe das câmeras, é Margareth, competente e temível editora literária. O argumento invade sua vida profissional e pessoal, esta em princípio inexistente, mas que vai ocupar espaço tão logo ela descubra que seu visto de trabalho nos EUA venceu e que terá que voltar ao Canadá natal. Margareth então tenta convencer seu assistente Andrew (Ryan Reynolds) a casar-se com ela para regularizar a situação. O problema é que ele a odeia. Somente a promessa de ascensão profissional o fará mudar de idéia.
Receita de romance nas mãos, a diretora Anne Fletcher não se dá ao trabalho de tomar qualquer risco, e nem teria mesmo que fazer isto. O trabalho dos atores se encarrega de preencher as expectativas que a trama requer. Especialmente Bullock, que de bem alto de seus sapatos, compõe com convicção uma espécie de rainha glacial.
Possíveis críticas à política americana de imigração passam frouxas pelo roteiro.
''A Proposta'' também fica distante do romantismo mais empenhado de ''Greencard'', aquele bom filme com Andie MacDowell e Gérard Dapardieu. Aqui o tom preferido é o do humor, que está presente regularmente em que pese certa frieza na química entre a dupla protagonista. Momento de cultura inútil: na vida real, Sandra é cidadã americana e Reynolds tem nacionalidade canadense.





