ReproduçãoSandman: ponta-de-lança do selo Vertigo que, depois de uma pausa, volta a circular no mercado brasileiroQuando a revista Vertigo saiu de circulação no ano passado, cancelada na 13ª edição, críticos e leitores exigentes abriram o berreiro anunciando o fim de mais um ciclo de quadrinhos autorais.
Uma ou duas estações depois, o mercado das HQs já está em alvoroço novamente com uma fornada de títulos de qualidade congestionando a agenda de lançamentos das editoras. Nessa reviravolta, gibis e personagens do selo Vertigo reaparecem como o caviar do que está para desabar nas bancas.
Tanto a graúda Abril Jovem como editoras de menor porte como a Metal Pesado e Magnum disputam os títulos do selo norte-americano, criado em 93 como a divisão ‘‘recomendável para adultos’’ da DC Comics, a segunda potência de quadrinhos nos Estados Unidos.
Destaques Lá, Vertigo virou o mercado do avesso notabilizando-se pela invasão de autores britânicos e pela ruptura com o padrão do desenho de super-herói musculoso das grandes companhias. ‘‘Nos títulos da Vertigo, a arte não se sobrepõe ao texto. O selo apostou em escritores, quando o mercado consagrava desenhistas’’ - lembra Eloyr Doin Pacheco, secretário de redação da editora Metal Pesado.
ReproduçãoNeil Gaiman, Alan Moore e Grant Morrison: responsáveis pela invasão britânica no mercado norte-americano de HQs
O personagem Sandman, criado por Neil Gaiman, foi o carro-chefe do selo. Suas histórias deram origem a uma tendência nos quadrinhos, mais tarde batizada de ‘‘terror gótico’’. A saga do Mestre dos Sonhos, aliás, está de volta às bancas brasileiras depois de uma pausa de cinco meses. Só que agora em meio a um boom de lançamentos - como O Monstro do Pântano, de Alan Moore, e Homem Animal, de Grant Morrison - que também pontificaram no catálogo da Vertigo e estabeleceram a estética da linha.
Pegue o babador e confira ao lado o que vem por aí.

mockup