A revista Cult, quem diria, está festejando seu primeiro aniversário. Algo inimaginável há poucos anos, a mais bem-sucedida publicação literária do País comemora este mês um ano de circulação, contrariando todos os prognósticos azedos do mercado.
A Cult surgiu em meio a uma fornada de revistas culturais que sacudiram o mundo das letras, abrindo espaço para textos literários, reportagens e artigos de fundo que não encontravam guarida na imprensa diária e que ao mesmo tempo se distanciavam do estilo sisudo dos títulos acadêmicos.
Publicada pela Lemos Editorial, a Cult foi das poucas que mantiveram periodicidade mensal. A festa de aniversário acontece hoje, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Para os leitores do resto do País, a data traz novidades coincidindo com mudanças gráficas e de conteúdo na revista. Uma delas é a criação de um espaço para publicação de textos inéditos, tanto de autores consagrados como de novos.
O destaque da edição é uma entrevista com a escritora paulista Hilda Hilst, que está lançando o livro ‘‘Cascos e Carícias’’, volume das crônicas que escreveu durante quatro anos para o jornal Correio Popular, de Campinas. A seção ‘‘dossi꒒ homenageia o crítico Antonio Candido de Mello e Souza, que completa 80 anos na próxima sexta-feira.
Os 50 anos de morte do escritor Monteiro Lobato também são lembrados nas páginas, que destacam ainda o livro da fotógrafa argentina Sara Facio, cuja câmera retratou os autores do chamado boom da literatura latino-americana como Jorge Luis Borges, Julio Cortazar, Gabriel Garcia Marquez etc. A revista está à venda nas melhores livrarias a R$ 3,90.

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