A vitalidade da poesia contemporânea
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de junho de 2000
Nelson Sato De Londrina 
Quem leu o que se escreveu sobre a poesia contemporânea brasileira ao longo desta década, ficou com a impressão de que nada de novo despontou no gênero, a não ser pífias promessas.
Se você engoliu a ladainha, que se repetiu à exaustão, prepare-se para tomar um susto ao folhear as páginas do último número da revista Medusa. A crítica literária brasileira nunca foi tão conservadora quanto nos últimos anos escrevem os editores.
Tomada por verdadeiro pavor de ler os signos do presente, a maioria prefere se voltar convulsivamente para o passado (e dá-lhe mais um sério, profundo e inovador estudo sobre...Machado de Assis!). Não seria tão trágico se a isso não correspondesse uma mínima curiosidade em relação a autores que estão produzindo textos instigantes bem debaixo dos nossos narizes.
Essas são as primeiras linhas do artigo Medusário: Uma Abordagem sobre Poéticas Brasileiras Contemporâneas, que abre o décimo número da publicação curitibana. O texto é assinado pelo editor Ricardo Corona em parceria com os poetas Ademir Assunção e Rodrigo Garcia Lopes, integrantes do conselho editorial.
Segundo eles, a poesia acabou se tornando vítima de uma crítica caquética, incapaz de julgar a complexidade do contexto em que vivemos e sua incorporação pelas poéticas atuais. A vitalidade da produção, contudo, seria patente podendo ser conferida nas diversas antologias, revistas e sites culturais surgidos nos últimos anos.
Entre os autores sintonizados na paisagem contemporânea, o artigo destaca nomes como Arnaldo Antunes, Paulo Henriques Brito, Ricardo Aleixo, Mário Bortolotto e Josely Vianna Baptista. Os três últimos aparecem, também, com seus próprios textos ao longo das páginas. A edição é comemorativa, o último número de uma primeira dentição, segundo Corona.
A revista está à venda a R$ 5,00. Pedidos pela Caixa Postal 5013 Curitiba PR CEP 80061-990. Tel/fax. (41) 262-9633.e-mail: [email protected].


