A visão dos autores
A maioria dos autores garante fugir do lugar-comum dos personagens e prega que sempre busca diversificar na hora de escolher atores e montar o elenco de suas produções. Mas, no final das contas, é a grande minoria que tira esse projeto do papel e arrisca na hora de provocar os atores com papéis diferentes dos habituais.
Ricardo Linhares, que assina o remake de "Saramandaia", tenta encontrar novos atores, mas garante não se incomodar caso venha a repeti-los em personagens semelhantes. "Cada escalação tem as suas peculiaridades. Eu gosto de escalar atores para papéis que eles não têm o hábito de interpretar. Mas, dependendo do caso, repito o que já viveram antes. Tudo depende da necessidade daquela novela específica, das composições dos núcleos familiares".
Já Walcyr Carrasco, que atualmente assina "Amor à Vida", acha que certos atores ficam marcados por serem muito talentosos no que fazem. Carrasco, inclusive, rechaça a teoria que o estigma é prejudicial ao ator. "No cinema americano, Betty Davis ficou conhecida pelos papéis de vilã que interpretava, sempre com muita intensidade. E isso é muito admirado até hoje", acredita.
Adepto às mudanças, Silvio de Abreu arriscou ao escalar Bianca Bin para viver uma vilã em "Guerra dos Sexos". A atriz, que tinha acabado de interpretar a ingênua Princesa Aurora, de "Cordel Encantado", deu vida à ambiciosa Carolina no remake. "Precisava de uma personagem que fosse malvada e amoral, mas que todos acreditassem na sua inocência justamente por sua aparência angelical. E a Bianca tem todos esses atributos", comemora, satisfeito com sua escolha. (A.B.)





