A vingança dos transformadores
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Carlos Eduardo Lourenço Jorge<br> Especial para a Folha 2 
O filme que esta semana toma de assalto telas do mundo inteiro, inclusive Londrina (veja programação de cinema na pág.2) e que traz mais pancadaria digital entre robôs de bom e mau caráter, tem um sério problema de estrutura de roteiro. Traz episódio sem pé nem cabeça encadeados de maneira simplista e pouco engenhosa, bem como personagens sem qualquer desenvolvimento dramático que nada acrescentam à história. E mais agentes de governo, viagens à universidade e uma atraente robô com aparência humana. Tudo mera desculpa para expor alguma virtude dos geniozinhos dos efeitos visuais.
Os momentos lentos do roteiro são aborrecidos e injustificáveis. Shia Labouef até que não é mau ator, tem futuro, mas aqui ele está num papel em que não consegue amadurecer o personagem. Megan Fox é mera estampa: não se nega que é bonitinha, tem corpo escultural mas carinha de sexy no cio não é tudo numa atuação. Quem afinal rouba alguns momentos é John Turturro, mas diante do saara geral não faz mais que obrigação.
O filme é turbulento e acelerado a partir das reviravoltas da trama, mais ou menos assim como um adolescente em descontrole hormonal. Há sequências que parecem ter sido filmadas por uma ou várias câmeras jogadas ao ar, e aquilo que se gravou na trajetória foi o que se incluiu. É um tumulto após outro, e não seria surpresa uma sessão de enjôos entre espectadores desavisados. Os efeitos visuais brotam aos borbotões e em momentos transformam-se em monótonas entidades.
As batalhas entre robôs são terrivelmente confusas, e maus e bons via de regra se embolam, dificultando a identificação. A batalha melhorzinha é aquela do bosque. Michael Bay se esqueceu daquela velha frase: ''menos é mais''.
Curiosidades sobre o filme
■ Enquanto no primeiro longa foram usados 14 robôs, a continuação traz 46
■ Se todas as peças dos robôs fossem colocadas lado a lado, estenderiam-se por cerca de 289 quilômetros
■ Todas as peças do Devastador empilhadas têm o mesmo tamanho de 58 prédios do
Empire State
■ Os carros que se transformam em robôs foram brinquedos antes de se transformarem em protagonistas de cinema. Eles surgiram em 1984 pela empresa americana Hasbro, mas sua origem é japonesa


