Sem qualquer duvida, este filme dirigido por Joby Harold tem mesmo uma situação aterradora como foco de resistência: o ''mal'' que acomete o protagonista, a tal ''percepção intraoperatória''. Sentir absolutamente tudo durante uma cirurgia, quando se supõe que o paciente está anestesiado, e não está, é algo que impressiona muito. E algo que, pelo menos em teoria, deveria estabelecer imediata empatia com o espectador medroso e sensível a qualquer tipo de intervenção cirúrgica. Mas nem isso, e nem a presença de um par de jovens intérpretes em que Hollywood anda apostando alto, parece ter sensibilizado o público: foram apenas 14 milhões de dólares nas bilheterias dos EUA,
Clay Beresford (Hayden Christensen) é o milionário que se casa com Samantha (Jessica Alba), a secretária de sua mãe. Ele tem um coração condenado, e surge então um doador. Embora inerte durante toda a operação, Clay percebe que está desperto e sente tudo o que o cerca na sala de cirurgia. Desde a abertura de seu tórax até a conversa entre os médicos que o assistem. Ele descobre então uma inquietante realidade.
Esperava-se mesmo muito pouco da proposta do novato Harold. Mas apesar da ausência de méritos para julgar este um bom filme, pelo menos deve se reconhecer o esforço de colocar de pé um argumento de aparências e intenções ocultas, de casamentos e funerais, de pais exemplares e mães possessivas. Certamente é um roteiro repleto de armadilhas, aqui colocadas de maneira ligeiramente mais inteligente do que em produções semelhantes. Há até mesmo um apropriado suspense a observar. (C.E.L.J)

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