Imagem ilustrativa da imagem ‘A vida no circo é um verdadeiro malabarismo’
| Foto: Roberto Custódio
Carlos Vinicius de Souza Rodrigues, veio do Piauí para o Festival de Circo de Londrina: "se a bola cair, temos que pegar do chão e continuar em frente, sem desistir"


Aos 28 anos, a vida do artista circense Carlos Vinicius de Souza Rodrigues, de Teresina, no Piauí, é fruto de um projeto social que ensina a arte de rir e divertir para adolescentes. "Lá aprendi várias técnicas como malabarismo e acrobacias. Em seguida, já comecei a participar de festivais." Em pouco tempo, tornou-se instrutor e, hoje, tem a difícil missão de manter-se atualizado, com recursos próprios para ensinar. "A vida de um artista circense precisa ser um verdadeiro malabarismo: se a bola cair, temos que pegar do chão e continuar em frente, sem desistir. Estar aqui, hoje, é uma vitória", diz ele, em referência às dificuldades, sobretudo de apoio cultural e financeiro.

Mesmo assim, ele não se deixa abater, e continua firme no propósito. "O que me fascina nessa vida é o reconhecimento do público e a alegria que levo às pessoas. Isso compensa qualquer tipo de dificuldade ou preconceito." Que, segundo ele, não são poucos. Muita vezes, até mesmo pessoas próximas questionam o fato dele trabalhar, por exemplo, nos semáforos. "Eu sou um artista de rua. Dizem que estou perdendo tempo, em vez de estar estudando. O que eles não enxergam é que, para apresentar aqueles 30-40 segundos eu estudei e treinei muito." O jovem, que já sonhou um dia ocupar a equipe do famoso Cirque du Soleil, hoje sonha que outros adolescentes tenham a oportunidade de aprender técnicas mais elaboradas. "Sonho com um trupe no meu Estado." (M.T.)

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