Uma das escritoras de maior prestígio do País desembarca hoje na cidade como convidada do 10º Festival Literário de Londrina/Londrix. A gaúcha Cintia Moscovich participa, às 20 horas, de um debate na Vila Cultural Cemitério de Automóveis dividindo a mesa com a poeta Karen Debértolis, com mediação da também poeta Samantha Abreu.
É a primeira vez que vem ao evento. Revelada na década de 1990, ela estabeleceu reputação após conquistar premiações cobiçadas e figurar em indicações (duas vezes ao Jabuti). Seu mais recente livro, o volume de contos "Essa Coisa Brilhante Que É a Chuva" (2012), rendeu-lhe o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira e o Prêmio Clarice Lispector da Fundação Biblioteca Nacional.
Além dele, publicou "O Reino das Cebolas" (1996 - Contos), "Duas Iguais" (1998 - Romance), "Anotações Durante o Incêndio" (2000 - Contos), "Arquitetura do Arco-Íris" (2004 - Contos), "Por que Sou Gorda, Mamãe" (2006 - Romance) e "Mais ou Menos Normal" (2006 - Romance infanto-juvenil). Também participou de antologias, como "Geração 90: manuscritos de computador" (2001), "13 dos Melhores Contos de Amor da Literatura Brasileira" (2003) e "25 Mulheres que estão fazendo a nova Literatura Brasileira" (2004).
Muitas de suas histórias abordam relacionamentos familiares, experiências da mulher e o peso da tradição judaica. As narrativas são trabalhadas com lirismo, ironia e humor. "Nada parece abalar a serenidade e o rigor contemplativo de Cíntia Moscovich. Não escreve para surpreender, ou perturbar, mas para revelar e unir. Tampouco se interessa pela lacuna, pela elipse e pelo submerso, valores literários hoje quase sagrados; ao contrário, aposta na luz e no simples. Cíntia parece movida por um furor primitivista, como se desejasse aproximar-se da realidade para abraçá-la", escreveu sobre seu último livro o ensaísta José Castelo. A seguir, leia entrevista que a autora concedeu à FOLHA 2.

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