Antes de despontar em carreira-solo, Ivete Sangalo já era musa da axé music à frente da banda Eva. Ficou seis anos no grupo, período em que gravou seis discos, que juntos venderam cerca de quatro milhões de cópias.
Na época, os anos 90, as vibrações da música baiana davam as cartas no mercado fonográfico disputando espaço nas rádios com o pagode e o sertanejo. Mas mesmo explorando os ritmos dos blocos, Ivete logo chamou a atenção da crítica, que reconheceu seu talento como intérprete.
Já antes da consagração, muita gente apostava na garota vinda de Juazeiro (BA), cidade natal também de João Gilberto. Sua biografia é ilustrativa. Precoce, ela começou a cantar aos três anos de idade, prosseguindo na adolescência quando passou a se apresentar em gincanas, festivais e eventos escolares.
Depois de fazer o circuito de bares em cidades do interior, foi descoberta pelo produtor Jonga Cunha, que produziu seu primeiro show em Salvador, em 1992. A apresentação rendeu-lhe o Troféu Caymmi, uma espécie de Grammy da música baiana. No ano seguinte, Cunha sugeriu que a então extinta Banda Eva fosse reagrupada, dessa vez com Ivete à frente.
Não demorou muito para a cantora conquistar o público com seu timbre de voz e sua presença marcante no palco. Com Ivete, a banda gravou seis discos em seis anos emplacando sucessivos sucessos nas paradas como ''Pra Abalar'', ''Alô, Paixão'', ''Carro Velho'', ''Me Abraça'' e ''De Ladinho''. Projetando-se também involuntariamente como símbolo sexual, ela partiu para a carreira própria lançando os álbuns ''Ivete Sangalo'' (1999), ''Beat Beleza'' (2000) e ''Festa'' (2001).
No ano passado, a gravadora Universal lançou a coletânea de baladas românticas ''Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim'', cuja faixa-título foi seu primeiro hit-solo.(N.S)

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