A vez dos telefilmes independentes
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
Nelson Sato<br>Reportagem Local 
A produção de telefilmes parece experimentar uma ebulição no Brasil. A principal causa é a lei sancionada no final de 2011 que instituiu uma cota de conteúdo nacional para os canais de TV por assinatura.
Entre as emissoras abertas, a TV Cultura produz e exibe títulos desse segmento desde 2009 através de uma parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. A proposta é dar aos realizadores de produtoras independentes a missão de criar um filme que misture linguagens e estética de cinema e televisão.
O projeto, intitulado "Telefilmes Cultura", já rendeu 12 ficções. Amanhã estreia um pacote de quatro novos filmes dirigidos, respectivamente, por Anna Muylaert, Charly Braum, Marcelo Toledo/Paolo Gregori e Juliana Rojas. O tema que norteia as narrativas é "Música na Cidade". Os filmes têm duração média de 50 minutos. A exibição será semanal, na madrugada de sábado para domingo, à 0h15, na faixa Cine Brasil.
A cineasta Anna Muylaert, de "Durval Discos" (incansavelmente reprisado na própria Cultura), abre a série com "E além de tudo me deixou mudo o violão". O filme conta o drama da adolescente Érica que encontra no violão a válvula de escape para amenizar a dor que sente ao ver sua mãe se entregar ao alcoolismo.
No dia 25 de maio será a vez de "Invasores", rodado pela dupla Marcelo Toledo e Paolo Gregori. A trama gira em torno de Cláudia, uma jovem moradora da periferia de São Paulo que sonha estudar música na Universidade de São Paulo. As vésperas do vestibular, conta com a ajuda de seu namorado para invadir escolas de música e centros culturais da cidade à procura de lugares para estudar.
No dia 1º de junho, vai ao ar "Vitrola", de Charly Braun. No roteiro, um endividado Elpídio se vê em um beco sem saída quando recebe a oferta de uma construtora que quer comprar seu sebo. Na tentativa de levantar um dinheiro, acaba participando de um programa de auditório sobre conhecimentos musicais.
O filme de Juliana Rojas, "A Ópera do Cemitério", fecha a série no dia 8 de junho trazendo a curiosa história do coveiro Deodato que, mesmo preferindo tocar órgão e escrever poemas ao léu, é convocado para uma missão: cuidar do processo de realocação de restos mortais para gavetas fúnebres com o objetivo de liberar espaço nos túmulos. A funcionária do serviço funerário Jaqueline, que tem um interesse particular por caixões, vai ajudá-lo na empreitada.
Serviço:
Cine Brasil: "E além de tudo me deixou mudo o violão" - Hoje à 0h15 na TV Cultura


