Arquivo FolhaPaulo Autran está em ‘‘Para Sempre’’, cartaz no Teatro da ReitoriaA parcela de público que está reclamando a falta de nomes famosos no 6º Festival de Teatro de Curitiba, terá um alento hoje com a apresentação de ‘‘Para Sempre’’. Paulo Autran protagoniza o espetáculo, ao lado de Karin Rodrigues e Celso Frateschi, no Teatro da Reitoria. Na sexta-feira virá Beatriz Segall, em ‘‘Do Fundo do Lago Escuro’’. Mas por enquanto a platéia deve se contentar com Autran.
Aos que vão ao teatro pelo teatro, o programa de estréias reserva também para esta noite ‘‘Tristão e Isolda’’, que Filipe Miguez escreveu baseado na lenda que vem de geração a geração desde o século 6. No elenco estão Beth Goulart, Suzana Ribeiro, Enrique Diaz, Ernani Moraes, Anna Contrim, André Monteiro de Barros, Candido Damm e Jitman Vibranovski. Cartaz no Ópera de Arame.
‘‘Para Sempre’’ participa uma única vez do FTC. Não haverá repetição amanhã.O texto é de Maria Adelaide Amaral, uma assinatura que dispensa maiores apresentações. Uma das grandes dramaturgas brasileiras, que esmiuça com talento de detetive a alma humana, Maria Adelaide criou uma comédia que traz para fora os meandros interiores de um trio amoroso. Vale a pena conferir a direção de Vivien Buckup, filha da atriz Eva Wilma.
Amor ‘‘Tristão e Isolda’’ é uma história de amor. E como toda história de amor o casal de apaixonados tem pela frente o sonho e a angústia dos planos não realizados. Enrique Diaz, que vem de outros grandes sucessos, pela primeira vez dirigiu um clássico, junto de César Augusto. ‘‘O clássico nos serve para que lembremos dos arquétipos. Sou contemporâneo, mas vale voltar ao clássico’’, comentou em Curitiba.
A história se passa numa região da Europa onde hoje se situa o norte da França, sul da Inglaterra e Irlanda. Um nobre jovem, de nome Tristão, se oferece para encontrar uma esposa ao seu tio, o rei Marc da Cornualha. Acaba por ser escolhida Isolda, princesa da Irlanda.
Acaba por acontecer aquilo que jamais deveria - os jovens se apaixonam perdidamente, ao mesmo tempo que decretam a morte por amor. A encenação trabalha com o aspecto ritualístico, está de volta o texto mais elaborado, as cenas de luta são coreografadas com inspiração nas lutas orientais, utilizando bastões no lugar de espadas. O espetáculo tem pela frente um desafio: vencer a acústica do belo (e ineficaz) Ópera de Arame.
AmanhãAs estréias de amanhã no Festival de Teatro são ‘‘Flor de Obsessão’’, uma transposição de imagens da literatura de Nelson Rodrigues, com o grupo Pia Fraus Teatro, no Teatro do Sesc, e ‘‘O Sonho’’ , de Strindberg, aguardada montagem que traz a Curitiba o elenco baiano. A direção é de Gabriel Villela.
qTristão e Isolda,de Filipe Miguez, direção de Enrique Diaz e César Augusto. No Ópera de Arame, hoje às 21h30 e amanhã às 20 horas. Ingressos: R$ 17,00 e R$ 10,00 (estudante).
qPara Sempre,de Maria Adelaide Amaral. Direção de Vivien Buckup. No Teatro da Reitoria, somente hoje às 21h30. Ingressos: R$ 17,00 e R$ 10,00 (estudante).

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