ReproduçãoEl MalecónA ampla avenida à beira-mar foi construída em 1920, durante administração de Gerardo MachadoAo chegar a Havana - capital cubana com cerca de 2 milhões de habitantes - o turista brasileiro tem a impressão de que já viu aquelas paisagens antes. As lembranças começam a vir, como num filme em preto-e-branco, daqueles que as TVs não reproduzem mais. Você vai andando pela cidade, e o que descobre é um misto de Salvador, capital da Bahia, com Buenos Aires, capital da Argentina.
Com seus casarios de arquitetura em estilo colonial, herança da colonização espanhola, o centro velho de Havana - fundada em 1519 - parece muito também com as cidades histórias de Minas Gerais, como Ouro Preto. Nos casarões - normalmente de dois ou três andares - antigas residências de famílias de empresários da classe média, hoje vivem coletivamente as famílias dos trabalhadores assalariados cubanos.
Nesta região fica um conjunto arquitetônico monumental construído basicamente nos séculos 16, 17 e 18. São quatro quilômetros quadrados com lindos prédios que foram tombados pela Unesco/Onu como Patrimônio da Humanidade em 1982, pelo seu valor histórico e cultural. São realmente jóias da arquitetura colonial e neoclássica, além de muitas edificações no estilo Art Noveau.
Pena que toda esta riqueza foi sendo depredada ao longo dos séculos, pelo uso e até mesmo por guerras e batalhas, notadamente as relativas à Revolução Socialista que chegou ao poder em 1959. Com o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos nestes quase 40 anos, sumiram os recursos que poderiam ser usados na manutenção destes prédios. Só nos últimos anos, com investimentos da Unesco e de redes internacionais de hotéis, é que alguns edifícios começaram a ser restaurados.

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