A união entre teatro e balé
A diretora da Cia. de Danças de Minas Gerais, Cristina Machado, que durante dez anos fez parte do corpo de baile e há três assumiu o posto, assina a coreografia geral do espetáculo. Isto porque cinco bailarinos do grupo contribuíram para sua criação: Lair Assis, Sonia Pedroso, Cristina Rangel, Rodrigo Giési e Eder Braz. Cada um deles tinha capacidade coreográfica, então foram utilizados. Está sendo divertido realizar este projeto e a cada dia a gente descobre um ganho novo; é uma magia, afirma.
Como é possível, para ela, unir o teatro ao balé? Sem grandes mistérios, simplifica. A gente tem uma fábula escrita. Vamos montando dentro da proposta do Gabriel, daquilo que ele quer. Essa construção chega a ser uma atividade praticamente artesanal. Descobrimos que é possível ter uma cena rabiscada, revela. Partindo do desenho, da dissecação das imagens e intenções imaginadas pelo diretor os bailarinos constroem a dança dando brilho, cor com um tempo que é diferente do momento teatral, comenta a coreógrafa. Em suma: cria-se inicialmente o personagem para em seguida vir o bailado.
Com 30 anos de existência, a Cia. de Dança de Minas Gerais abriu-se às mais diversas pesquisas nos últimos tempos. Esta montagem é uma experiência inédita, mas vem dentro da proposta do grupo de explorar novos conceitos. Esse período que estamos passando me encanta. E Gabriel Villela é uma pessoa extremamente generosa com o artista. Ele está construindo para nós um trabalho muito digno. É um passo além naquilo que a gente vinha fazendo, de apostar nos bailarinos, nas pesquisas e nos trabalhos com diferentes coreógrafos, completa Cristina Machado. (Z.C.L.)





