Reprodução‘‘É importante estar aberto para dar e receber amor, assim você trará para sua vida força e magia’’Muito já se falou sobre as ‘‘almas gêmeas’’, mas será que elas realmente existem? Se existem, por que há tanta gente solitária? A escritora e terapeuta Marília Borges, autora de ‘‘O Despertar das Almas Gêmeas’’, Editora Lumina, afirma que elas estão à nossa volta. No entanto, a chave para este ‘‘encontro mágico’’ depende apenas da conduta de cada um. ‘‘O primeiro passo a ser tomado é o do autoconhecimento. O contato com o ‘eu’ interno é essencial, pois é ele que nos conecta com Deus’’, ensina Marília.
Justamente esta conexão que conduz à descoberta do amor universal. ‘‘Se aprendemos a praticar a lei do perdão com sinceridade, permitimos que o amor brilhe de dentro para fora e, então, irradiamos energia suficiente para que nosso tão desejado encontro amoroso aconteça’’, diz. O amor universal, completa, é o amor de Deus, que brilha no universo para toda a humanidade. ‘‘Está em todos os lugares ao mesmo tempo e, principalmente, dentro de nós’’. O amor pessoal, conforme Marília, representa a bagagem individual que se adquire ao longo dos encontros com Deus. ‘‘Isso em todas nossas vidas passadas, onde aprendemos o valor do amor interno’’, observa.
Deus, afirma, espera o melhor de cada um e a felicidade plena de seus filhos. ‘‘É por acreditar nisso que discordo de alguns autores que dizem que nossas almas gêmeas podem estar longe, em outros países’’. Marília diz que ela pode, sim, estar ao seu lado, há muitos anos, mas você nunca ter percebido. ‘‘É importante estar aberto para dar e receber amor, assim você trará para sua vida força e magia’’, destaca. E, como a terapeuta frisa, a partir daí, a ‘‘mágica do amor’’ pode acontecer em algum momento da vida. Um colega de trabalho, um amigo, um vizinho... sua alma gêmea pode estar ao seu lado, desejando, como você, amar e ser amada. Basta abrir o coração para o amor, dar oportunidade para que essa força divina possa atuar.
Segundo ela, também não se pode esquecer de trabalhar o amor interior, ou amor-próprio. ‘‘Para sermos felizes no amor precisamos unir três fontes de energia de amor que estão acesas dentro de nós: o divino, o pessoal e o interior. Mas não permita que abusem de sua forma de doar amor’’, frisa.
Ela verifica que a ansiedade demasiada em encontrar a alma gêmea pode atrapalhar o processo natural, e fazer com que se perceba de forma errada os sinais que os anjos transmitem. ‘‘Por desejar tanto, podemos fazer escolhas erradas. É quando acontecem os rompimentos e as desilusões nos diferentes graus de relacionamento’’. O desespero de ficar sozinho pode ser tão grande, observa, que fecha os olhos das pessoas para a realidade que as envolve.
Para Marília, o fato de as almas não terem sexo pode explicar os casos de homossexualismo. ‘‘Quando Deus criou as almas, não fez nem masculino, nem feminino, pois a energia não tem caráter designativo. O ser material é que tem o masculino e o feminino. Somos energias de Deus, habitando em corpos humanos diferentes’’, ensina. Neste processo de busca do amor, a terapeuta adverte que é necessário ter discernimento para distinguir as almas gêmeas das almas cármicas, que aparecem para nos proporcionar o resgate e o cumprimento da lei divina no percurso da evolução do espírito. ‘‘É certo que temos débitos de reencarnações passadas, e trazemos para nossa vida atual o encontro com almas cármicas e, também, almas fraternas e almas amigas’’, destaca.
A fé em Deus nunca deve ser abalada, mesmo quando se está desacreditado. Marília cita alguns salmos da Bíblia como forma de se canalizar mais facilmente os pedidos, meditações e banhos.

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