A última fronteira da América
ALASCA
A última fronteira da América
O inóspito território americano, também conhecidocomo a "Última Fronteira", comemora os 130 anosde anexação aos Estados Unidos.
Agência Estado
Arquivo FolhaAlasca: 3 milhões de lagos, mais de 3 mil rios, cerca de 100 mil geleiras e parques nacionais e picos grandiosos.Os esquimós chamavam de Aliashka, que significa grande terra. Não por acaso, o Alasca é majestoso em tamanho, beleza e riquezas naturais. E este território de 586 km2 que corresponde a um quinto da área dos outros 48 Estados americanos está comemorando seus 130 anos de anexação aos Estados Unidos.
Em 30 de março de 1867, o secretário de Estado William H. Seward firmou com o ministro russo Baron Edouard Stoeckl o tratado que cedia o Alasca à nação americana pela bagatela de US$ 72 milhões.
O acordo foi chamado inicialmente de Sewards Folly (Loucura de Seward), pois acreditavam que se tratava de terras baldias. Por esta razão além da localização, poucos se preocuparam com seu desenvolvimento. Somente em 1959 o Alasca tornou-se oficialmente o 49º Estado norte-americano.
Além de aumentar as propriedades do país em 20%, os EUA ganharam uma terra de maravilhas e recursos naturais, como reservas florestais, petróleo, peixe e minérios. A Corrida do Ouro em Klondike, de 1897 a 1898, aliás, foi o primeiro boom por lá. Na década seguinte e até a virada do século, mais de 30 mil pessoas foram tentar a sorte no Yukon canadense e no Alasca, quando foram descobertas jazidas de ouro em cidades como Fairbanks e Seward.
Arquivo FolhaCidade do Alasca: magia dos tempos da corrida do ouro e ponto de partida para novas aventuras
Algazarra da natureza Hoje, passados 130 anos da compra do território da Rússia e 100 anos da descoberta de ouro em Klondike, a Grande Terra vive em ritmo de festa ininterrupta. Algazarra da natureza em 3 milhões de lagos, mais de 3 mil rios, cerca de 100 mil geleiras e parques nacionais, além de picos grandiosos. Uma celebração da história e cultura, com as marcas deixadas pelos nativos indígenas, aleutas e esquimós, e eventos que relembram a Corrida do Ouro. Em junho, por exemplo, na cidade de Skagway os turistas poderão acompanhar os habitantes carregando ouro até o Lago Bennett.
Para completar, o Alasca é um habitat festivo para as mais raras espécies de vida selvagem, entre baleias orcas, pinguins e águias. No inverno, aliás, é possível observar quase 4 mil águias ao longo do Rio Chilkat, a maior concentração mundial dessa espécie de pássaro.
Para a sorte do visitante, a Última Fronteira, outro nome atribuído ao vasto Alasca, dispõe de excelente infra-estrutura turística em seus nove distritos: das planícies polares ao norte às terras ricas de cultivo no interior e ao cenário fascinante do litoral. A temporada ideal para visitas é de maio a setembro, época de primavera/verão, quando a maioria das operadoras especializadas em Alasca promove expedições para lá.
Rios de gelo Entre as opções de passeios, é possível embarcar em um cruzeiro marítimo de uma das linhas que operam no Estado, como a Holland America Line e a Princess Cruise. A maioria dos roteiros inclui o Glacier Bay, onde se encontram 16 rios de gelo, a Inside Passage um túnel aberto em meio a geleiras e coberto de floresta cor de esmeralda , além de parques nacionais históricos, como o Ketchikan Totem Bright State Park.
Outro programa imperdível é viajar a bordo do Midnight Sun Express, um trem luxuoso com teto de vidro, e atravessar o Parque Nacional Denali, nas proximidades do Monte McKinley, o pico mais alto dos Estados Unidos. Isso sem contar visitas a cidades de magia única, como Skagway, Fairbanks e Juneau, testemunhas da Corrida do Ouro, Ketchikan, a capital mundial do salmão, e Sitka, uma cidade com influência russa.
E como se não bastasse, as principais cidades do Alasca, como Anchorage, são pontos de partida para outras aventuras. Dos modernos hiking e rafting à pesca e caça, como faziam os primeiros habitantes.





