Para transformar em cinema a histórica travessia de Amyr Klink pelo Oceano Atlântico Sul, o diretor Carlos Saldanha contou com especialistas do outro lado do mundo. O resultado foi uma colaboração inédita entre Brasil e Finlândia, reunindo empresas finlandesas de efeitos visuais, design de som, trilha sonora e pós-produção para recriar os oceanos, as tempestades e a vida marinha que conduzem a narrativa de 100 Dias.

"Quando digo que é uma coprodução entre Brasil e Finlândia, muita gente se surpreende. Mas a Finlândia reúne um nível impressionante de profissionalismo, comprometimento e qualidade criativa. Foi uma colaboração construída com confiança, paixão pela história e um objetivo comum de fazer o melhor filme possível", afirma Saldanha.

A parceria entre os dois países começou a se desenhar a partir do encontro entre as produtoras Roosa Toivonen, da Finlândia, e Paula Cosenza, do Brasil, durante o WIFTI (Women in Film and Television International) Summit, em Helsinque, em 2023.

Produzido por Ventre Studio, Boipeba Filmes, Trema, O2 Filmes, Buena Vista International e Totalpost Finland em associação com Good Hand Film & TV, 100 Dias é inspirado na história real de Amyr Klink, o primeiro homem a atravessar sozinho o Oceano Atlântico Sul a remo. O longa marca uma nova fase na carreira de Saldanha, conhecido mundialmente por sucessos da animação como "A Era do Gelo" e "Rio." Desta vez, o diretor mergulha em uma narrativa de sobrevivência, resiliência e autodescoberta, acompanhando uma jornada profundamente humana marcada pelo isolamento, pela coragem e pela transformação.

Com estreia prevista nos cinemas brasileiros em 29 de outubro, o filme representa um marco para o audiovisual nacional. "É a primeira vez que fazemos um filme no Brasil com esse nível de efeitos visuais e essa escala narrativa, fugindo dos clichês normalmente associados a esse tipo de produção", destaca Saldanha.

A pós-produção foi realizada em parceria com as empresas finlandesas Totalpost Finland e Good Hand Film & TV. Entre elas está a Energia VFX, responsável por algumas das sequências mais complexas do longa, incluindo uma cena com baleias em alto-mar criada inteiramente na Finlândia.

Além dos efeitos visuais, o design de som teve papel fundamental na construção da experiência do público. A equipe da Helea Sound Post Production recriou a sensação de isolamento vivida por Amyr Klink durante a travessia, enquanto a trilha sonora original foi composta pelo premiado compositor finlandês Tuomas Kantelinen

* Com assessoria.

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