Criado em 1988 em Belo Horizonte, Minas Gerais, por Suelly Machado e por Katya Rabello, o Primeiro Ato sempre mostrou vocação para o cruzamento da dança com o teatro. A literatura brasileira, o homem urbano, as histórias em quadrinhos, a ecologia têm sido alguns dos temas abordados pelo grupo. Segundo a crítica de dança Helena Katz, o grupo se alimenta dos assuntos contemporâneos e se preocupa com a construção de um intérprete capaz de abrigar no seu corpo, a mistura da dramaticidade com a leveza, do bom humor com a reflexão. O Primeiro Ato também realiza espetáculos de rua onde busca fazer da dança uma forma de comunicação social.
Quando o grupo passsou a ser patrocinado pelo Banco Rural, em 1988 - apoio mantido até hoje - a companhia inaugurou uma nova etapa na profissionalização de suas produções. Sem coreógrafo residente, mas com objetivos claros, a companhia tem estimulado talentos jovens a criarem e hoje sua imagem já é considerada como uma das mais importantes manifestações de dança do país. Nessa época foi montado ‘‘Corpos Sutis’’. Depois veio ‘‘Carne Viva’’, e em seguida ‘‘Isto aqui não é Gotham City’’, uma coreografia baseada em quadrinhos do Batman. A quarta peça para o palco foi ‘‘Tigariri’’ e depois duas coreografias para as ruas numa tentativa de popularização da dança: ‘‘Cavalheiro de Copas’’ e ‘‘Quebra Cabeças’’. O Primeiro Ato realiza turnês nacionais e pelo exterior anualmente e vive com a agenda lotada. No ano passado a companhia viajou pela Europa com ‘‘A Breve Interrupção do Fim’’, dirigida pelo polêmico Gerald Thomas.

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