A tradição do Caminho de Santiago como uma das maiores rotas de peregrinação do Ocidente, existe desde a Idade Média, e está cada dia mais viva e presente na cultura dos mais variados povos. No Brasil, o crescimento de peregrinos do Caminho de Santiago foi tão grande que levou a criação da Associação Brasileira de Amigos do Caminho de Santiago, hoje com mais de 1000 associados.
Sobram justificativas para o fascínio místico que leva as pessoas a percorrerem 800 quilômetros cruzando a Espanha de ponta a ponta, até chegar a Santiago de Compostela. Diz-se que ‘‘todos os dissabores, alegrias e problemas a serem enfrentados no Caminho representam as etapas vividas pelos homens que buscam o conhecimento superior e a paz interior’’.
Ao longo da caminhada, o peregrino moderno se depara com paisagens fantásticas, obras medievais como castelos, mosteiros, catedrais góticas, românicas, cidades amuralhadas e até mesmo antiquíssimas aldeias celtas.
O Caminho de Santiago foi declarado Conjunto Histórico Artístico em 1962 e a cidade de Santiago de Compostela foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1992.
É importante saber que esta viagem não está reservada apenas a pessoas especiais. Cada peregrino é livre para caminhar, pedalar ou cavalgar até Compostela quando quiser, com quem desejar e da maneira que lhe for mais conveniente.
O Caminho de Santiago está sempre aberto a todas as pessoas, independentemente de idade, sexo, nacionalidade ou crenças religiosas. Não é necessário ser jovem, atleta ou esportista para ser um peregrino. Há histórias de jovens e idosos, sadios e doentes, famílias inteiras, fortes e fracos. Também não é preciso saber ou declarar o porquê da escolha desse destino.
Por ser uma viagem totalmente aberta, não há inscrições, reservas ou prazos. Não são necessários guias turísticos nem metas pré-determinadas para ser um peregrino tradicional. O Caminho está lá, o segue quem quiser e quando for possível. Tudo fica a critério do ‘‘aventureiro’’ que decide onde iniciar a caminhada; quanto seu corpo vai aguentar percorrer a cada dia. O viajante come, descansa e dorme onde a fome ou a noite o encontrar.
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