E uma dessas tolices imensas é ‘‘A Filha da Luz’’, em lançamento exclusivamente em Curitiba (veja a programação de cinema na página 4). A primeira pergunta é o que fazem juntos neste sub-sobrenatural a oscarizada Kim Bassinger (‘‘Los Angeles Confidential’’) e o eficiente Jimmy Smits (Emmy de melhor ator em ‘‘Plantão de Polícia’’). Não há resposta plausível, a não ser a má escolha dos respectivos e equivocados agentes.
Bassinger é Maggie O’Connors, enfermeira com especiliazação em psiquiatria. Ela descobre que membros de um culto satânico raptaram sua sobrinha de 6 anos, Cody (Holliston Coleman), tida como autista mas na verdade uma garota superdotada com superpoderes sobrenaturais - um deles a conhecida habilidade de fazer levitar objetos. Mas antes de raptarem Cody, os satanistas vinham raptando as meninas erradas, que em seguida eram mortas. Os crimes colocam o agente do FBI - e ex-seminarista John Travis (Jimmy Smits) no rastro dos criminosos. Diligente, o homem da lei conclui que se trata de um ‘‘culto luciferiano’’. E a coisa vai por aí afora.
Longo, aborrecido, desagradável , derivativo e sem sentido, ‘‘A Filha da Luz’’ oferece ao entediado espectador, entre um susto e outro, a oportunidade de dar sua própria contribuição a este lazer ‘‘estigmatizado’’. A idéia é criar um novo título, a partir das muitas e óbvias pistas deixadas ao longo da longa (124 minutos) projeção. Que tal ‘‘A Tia do Bebê de Rosemary’’? ou ‘‘O 16º Sentido’’? Ou ainda ‘‘A Irmã mais Nova de Demian’’? Não custa nada além do ingresso, e é muito, muito mais divertido.
(C.E.L.J.)

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