A terra mágica dos moais
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terça-feira, 25 de outubro de 2005
Adriana Moreira<br> Agência Estado 
Ilha de Páscoa - O povo exibe orgulhoso sua cultura milenar, desenvolvida num ponto isolado do resto do mundo e cheio de paisagens de cair o queixo. Esse conjunto de fatores faz da Ilha de Páscoa ou Rapa Nui, como os nativos preferem um lugar mágico, de onde não se tem vontade de partir. E os moais? Ah, sim, essas gigantescas estátuas esculpidas em pedra estão lá. Mas elas são apenas uma das muitas manifestações de uma civilização de religiosidade intensa e com conhecimentos adiantados de astronomia, navegação e engenharia.
Além de ser o nome da ilha, a expressão rapanui também é usada para designar as pessoas e o idioma nativos. Segundo conta-se por lá, os primeiros habitantes vieram com o rei Hotu Matu'a, por volta de 500 d.C., cuja terra natal, Hiva, teria sido destruída por forças da natureza. Hoje, acredita-se que a tal ilha estaria localizada próxima às Marquesas. Entre as razões, estão as semelhanças nos costumes, tradições e até no idioma falado nas duas ilhas.
Para chegar a Rapa Nui, os nativos utilizaram seus avançados conhecimentos de astronomia e navegação, já que a ilha é o ponto mais isolado do mundo. Fica no meio do Oceano Pacífico e, apesar de pertencer ao Chile, está a quase 4 mil quilômetros de distância de Santiago (5h45 de vôo) e também de Papeete, no Taiti. A ilha habitada mais próxima, Pitcairn, está a 2 mil quilômetros. Por esse motivo, os primeiros habitantes a chamavam de Te Pito O Te Henua (umbigo do mundo), acreditando que estavam no centro da Terra.
O Aeroporto Mataveri recebe três vôos por semana, responsáveis por trazer quase tudo o que a ilha precisa: provisões, encomendas e... turistas! São eles que movimentam a economia local. Como em outras ilhas polinésias, assim que desembarcam os visitantes são recepcionados com um colar de flores de boas-vindas. Quando forem embora, receberão outro, feito de conchas e, em alguns casos, de penas - materiais muito utilizados no artesanato ilhéu.
Outro costume semelhante são as flores que as mulheres rapanui usam no cabelo. Em geral, a regra é a mesma da utilizada em boa parte das ilhas polinésias: do lado direito significa solteira e, do esquerdo, comprometida ou casada.
Isso, no entanto, pode variar: algumas solteiras colocam a flor à esquerda para despistar paqueradores inconvenientes, enquanto há casadas que a usam do lado direito, apenas como enfeite. Vai entender...
Viagem feita a convite do Grupo Explora, Hotel Ritz Carlton e LAN Linhas Aéreas.


