Apenas duas letras, L e A, simbolizam a megalópole mais gostosa dos Estados Unidos. É o que pensam os americanos, que têm Los Angeles como um mito. A cidade, afinal, não é somente a terra dos astros e estrelas da capital mundial do cinema. É também lugar de mulheres belas nas praias mais famosas dos EUA. Como se não bastasse, os habitantes de L.A. são considerados os mais alegres, irreverentes, sossegados, ‘‘cabeça aberta’’ e até mesmo os mais loucos, de seu país.
Como se vê, Los Angeles tem um belo currículo, principalmente se forem levadas em conta as ameaças constantes de terremotos e conflitos raciais. O fato é que a principal cidade da Costa Oeste dos Estados Unidos, a segunda do país depois de Nova York, é uma espécie de lugar paradisíaco para os americanos. No maior país capitalista do mundo, o sonho do cidadão de classe média é ficar rico e morar em uma mansão na Califórnia, o famoso California Dream. De preferência, perto da praia e de Beverly Hills.
A cidade é mesmo a terra das fantasias americanas. Não é à toa que L.A. é o berço da maioria dos sucessos de bilheteria do cinema: são os filmes de Hollywood, muitos deles ambientados na própria Los Angeles. A cidade até se dá ao luxo de ter um filme com o próprio nome L.A. Story, com Steve Martin.
DivulgaçãoPôr-do-sol em Santa Mônica: imperdívelAssim, muitos lugares em L.A. acabam parecendo familiar e não dá para fugir dos passeios bem conhecidos. Aliás, os principais pontos turísticos da cidade se caracterizam justamente por sua exclusividade e fama em todo o mundo, como Hollywood, Beverly Hills, as praias de Malibu, Santa Monica e Long Beach.
Mas L.A. não vive só de mesmices. Passeios diferentes, por exemplo, não estão excluídos. Como o Grave Line Tour, uma excursão com uma ótica bastante diferenciada da cidade que revela o lado mais escandaloso e mórbido das estrelas de Hollywood e Beverly Hills. Ao contrário da ingenuidade do seriado Barrados no Baile, o passeio conduz ao palco das situações mais fúnebres, constrangedoras e até misteriosas de L.A.
Em matéria de escândalo, no entanto, nada supera os acontecimentos de abril de 1992, mesmo sem ter nenhuma estrela envolvida. Foi o estouro de conflitos raciais provocados pela absolvição de quatro policiais brancos que espancaram o desempregado negro Rodney King. O que a cidade viveu foi uma guerra civil. Em cores e ao vivo.
Assim, não espere de Los Angeles uma cidade tranquila e segura: são mais de 4 milhões de habitantes só em L.A. Muita matéria-prima para violência, congestionamentos e estresse. A preocupação com a segurança, no entanto, não compromete a viagem, principalmente para os que estão acostumados aos problemas de cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro.
L.A. parece ser maior devido a um fato curioso: não tem muitos prédios altos. A cidade está grudada na Falha de San Andrés, ponto geológico ao qual se atribui a origem dos tremores que a sacodem. Por conta disso, L.A. é uma cidade espalhada, quase horizontal. Resultado: mais área ocupada, mais freeways para se perder e um dos piores trânsitos da América. Dirigir nas marginais da Califórnia, com mais de sete pistas, exige cuidado e perícia, como recomendavam os heróis do seriado Chip’s.
Apesar de tanta movimentação e grandiosidade, a cidade ainda consegue preservar ‘‘ilhas’’ de tranquilidade. Basta ter alguns milhões de dólares e comprar uma casa em Beverly Hills ou em Bel-Air. Para os que não são milionários, o consolo é se encantar com o luxo e requinte dessa região. Outra opção é fazer compras em Rodeo Drive, com as mais caras grifes da moda mundial. Exatamente como mostra o filme Uma Linda Mulher, com Richard Gere e Julia Roberts.
Como nos filmes e seriados ambientados na cidade, há atrações para todo mundo em L.A. E com uma vantagem: o turismo é bem explorado. Há várias agências especializadas em tours locais. Além disso, é fácil conseguir um mapa ou um guia para localizar bons restaurantes e conhecer a cidade por conta própria. Um programa interessante para quem deseja fugir dos roteiros pasteurizados.
Leia mais nas páginas 2 e 3Arquivo FolhaPoucos prédiosLos Angeles está grudada na Falha de San Andrés, ponto geológico ao qual se atribui a origem dos tremores que a sacodem. Por causa disso é uma cidade espalhada, quase horizontalAgência Estado

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