Chega de política. Vou falar de sexo. Antes, havia a ‘‘sexpol’’, bandeira da política sexual dos anos 60. Hoje, temos no máximo a ‘‘polsex’’, ou seja, como as ideologias dançaram, só a sexualidade explica os rumos do mundo e, claro, do Brasil, nosso grande motel das ilusões perdidas. O sexo comanda o espetáculo político. Que taras estão rolando? Vamos lá.
qCoito interrompido - Prática comum no Congresso. Chama-se bloqueio ou DVS. Impedir o gozo do outro, impedir que qualquer mudança se fertilize.
Visto pelo povo, provoca angústia de castração e depressão sexual.
SEXO DE GOVERNO
A GOVERNO:
q Tancredo Neves - ‘‘coito interrompido’’ brabo. Brasil fica sem gozar.
q Sarney - Casa com a ‘‘pátria viúva’’. A pátria-dona-flor queria o primeiro, mas acabou com o segundo, ruim de cama.
q Collor - Símbolo fálico bonapartista. Era tão macho (comera atrizes e cantara cunhadas). Os machos nacionais tinham uma quedinha ‘‘gay’’ por ele quando diziam: ‘‘Corrupto sim, mas que ele é macho, é...’’
q Itamar - Amor solitário e romântico. Caiu nas garras da Lilian Ramos. Xotinha voadora quase acaba com governo. Itamar desprezava as namoradas carentes. Seu verdadeiro amor sempre foi FHC, que o abandonou numa dor-de-corno cheia de lágrimas e vinganças.
q FHC - Adepto do ‘‘Don Juanismo masoquista’’ (seduz tanto virgens quanto meretrizes). Mas o ‘‘donjuanismo masoquista’’ seduz, mas não come as presas, aliados que acabam traindo-no sadicamente.
vvv
q Troca-troca, ou ‘‘meia’’, como dizem os cariocas - O jogo político ressuscita esta prática pederasta de fundo de quintal. No calor dos conchavos, nos bafos secretos dos cantos do Congresso, ouvimos seu lema: ‘‘É dando que se recebe’’. Geralmente o governo dá primeiro e depois o comedor foge, gritando: Otário, otário...
qPátria Amada - A mãe sagrada, idolatrada, salve salve na cabeça dos brasileiros. Complexo de Édipo mal resolvido. A ‘‘Mãe Pátria’’ é vista como nossas florestas virgens, cachoeiras eróticas, índias nuas ameaçadas pelo estupro do inimigo estrangeiro (Vide Hino Nacional). Só o Estado-pai, de bigode feroz, pode amea-la. Se deixarmos (crêem), o neoliberalismo estuprador invade o corpo puro da pátria amada.
q Pátria amante - A cada privatização, o nacionalista-de-porta-de-leilão imagina a mãe cada vez mais sem vergonha, de ligas negras e lingerie verde e amarela, dançando a dança da garrafa com os gringos.
q Prostíbulo e virgindade - Esta dualidade pureza-prostituição percorre a vida partidária. Ou você está na orgia das alianças ou na virgindade petista. O PT parece aquelas virgens pobres que, sem assunto, sem programa, só tem sua pureza como valor. Mas, como os noivos são cafajestes, nenhuma aliança é celebrada e o PT vai ficar para titia.
q Masturbação - Nhenhenhem praticado com a mão direita e mão esquerda. Os políticos ficam na bronha ideológica, imaginando grandes cópulas que nunca chegam, pois preferem a solidão do pecado ao mundo real.
q Voyeurismo - Vício popular que surgiu na democracia. Único consolo para os impotentes como nós: ficar vendo as sacanagens alheias, agora em cores e som, com o advento dos gravadores e videocassetes. Este é o nosso voyeurismo underground , alternativo. Voyeurismo Chic: TV Senado, onde podemos ver, por exemplo, a excitante briga conjugal de ACM com Pedro Simon, entre coices e beijos de amor.
q Dança da garrafa na beira do abismo - ‘‘Vai abaixadinho vai, curva a cabecinha vai, ajoelha direitinho vai, aguenta a trutazinha, vai!’’ É nosso atual hino-pagode, que descreve as posições passivas do povo diante dos donos do poder.
q Ejaculação precoce - Urgência do executivo logo frustrada pela lentidão dos ‘‘empata-transas’’ de direita e de esquerda.
q Fidelidade partidária - Tão esquerda quanto a conjugal nestes tempos adúlteros.
q Êxtase sexual místico - Já que a política não está estimulando adesões apaixonadas, temos a islamização dos evengélicos. Ver este filme pornô-religioso nas madrugadas da TV.
q‘‘Passaralhos’’ ou peruzinhos voadores - Perigosos pênis imperialistas que rondam nosso mercado financeiro. Qualquer subida de juros externos pode nos jogar no buraco negro da miséria.
q Pau na mesa (bater com) - Expressão de fundo erótico claro, significando o desejo que o povo tem de ver a virilidade eventual do Príncipe.
q Bissexualidade ideológica - Encontradiça no PSDB, gemendo nos muros de Brasília.
q Menage a trois - PFL, PMDB e PSDB. Ou PT-PDT-PPB...
E por aí vamos. São perversões sexuais variadas, como ‘‘orgias de gastos’’, ‘‘surubas sangrentas e necrofilia’’ - (vide o erótico assassinato de PC), ‘‘brochuras administrativas’’, ‘‘defloramento de fundos de pensão’’, ‘‘felatio e cunilinguismo’’ nas tetas do Estado, ‘‘cópulas secretas’’ nos precatórios, arrombamentos de Banco do Brasil, juízes estrupadores, em suma, toda uma gama de taras sexuais para cima de nós, que nunca temos o orgasmo total do processo e que, breve, fundaremos o MSC, Movimento dos Sem-Calças, daqueles que não param de levar ferro.

mockup