A riqueza poética de Vitor Ramil
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Letra de música é poesia? Há quem diga que sim, outros que não. No caso de algumas composições híbridas do gaúcho Vitor Ramil, fica impossível não caracterizá-las como poemas, passíveis inclusive de serem lidas no papel sem apoio da melodia.
Ele faz sua participação hoje no Festival Literário de Londrina apresentando o show ''Longes'', às 22 horas, no Teatro Zaqueu de Melo. O show é homônimo ao CD lançado no ano passado. O repertório inclui milongas, rock e baladas extraídos do último disco e dos álbuns ''Estrela, Estrela'', ''A Paixão de V Segundo ele Próprio'', ''Tango'', ''À Beça'', ''Ramilonga A Estética do Frio'' e ''Tambong''.
Nascido em Pelotas (RS), Ramil pertence à linhagem dos poetas-músicos. Já publicou os livros ''Pequod'' e ''A Estética do Frio''. No último, propõe uma visão revitalizada da tradição gaúcha. Numa entrevista concedida à revista literária curitibana Medusa, editada por Ricardo Corona, ele defendeu o conceito propondo ''dar adeus aos clichês ao ranço do 'resgate cultural', ao astral de museu''. ''Não é ostentando uma caricatura de si próprio que o Sul vai conseguir se expressar'' salientou. Os ingressos para o show custam R$ 6,00 e R$ 3,00 (estudantes, idosos, professores e funcionários da Sercomtel).


