Uma grande homenagem à diversidade e riqueza da fauna brasileira é o que o público poderá conferir nos dois espetáculos de teatro com bonecos que a companhia Pia Fraus (em latim, "mentira contada com boas intenções"), de São Paulo, apresenta de hoje a segunda-feira, dentro da programação do Filo 2013. O consagrado espetáculo "Bichos do Brasil" será apresentado hoje, às 11 horas, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, e às 19 horas, na Concha Acústica. A montagem volta a ser reapresentada no sábado, no Catuaí Shopping, em dois horários: 16 e 20 horas, sendo todas as apresentações gratuitas. Já o espetáculo "Filhotes da Amazônia" acontece no domingo e na segunda-feira, às 20h, na Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura UEL.
A Pia Fraus é uma das mais importantes companhias de teatro de animação do País, sendo reconhecida internacionalmente. Em seus 28 anos de carreira, já montou 20 espetáculos.
Com 12 anos no repertório do grupo, "Bichos do Brasil" já percorreu 20 países e em todas apresentações consegue forte empatia com o público infantil. "Há um encantamento que acontece em todas as culturas, e as crianças têm uma ligação muito forte com os animais. Há cenas ingênuas dos animais, mas com grande comunicabilidade que emociona", conta, por telefone, o diretor Beto Andreetta, que assina o espetáculo junto com Hugo Possolo. Com mais de 50 bonecos em cena feitos a partir de materiais naturais, alguns de grande dimensão e com tratamento moderno de cores e texturas, o espetáculo ainda conta com música e coreografia para criar um ambiente de floresta. "O espetáculo é muito musical e valoriza vários ritmos brasileiros. E a nossa dramaturgia é mais visual que linear", acrescenta o diretor.
Montado há quatro anos, "Filhotes da Amazônia" valoriza a cultura indígena e apresenta diversas histórias, contadas por um pajé a um grupo de curumins, que são permeadas pela relação vital do ciclo da natureza assim como pela relação entre pais e filhos. Tudo se passa em uma oca em formato de uma tartaruga gigante. "Essa montagem tem um fio condutor mais definido focado nos animais amazônicos e trabalhamos com questões arquetípicas comuns a todos, como a herança familiar", observa Andreetta.
Sem a intenção de ser panfletário ou didático, ele afirma que pretende com o trabalho contribuir pela "sensibilização suave das crianças para o desenvolvimento do amor pelos animais e uma relação positiva com a natureza". "Procuramos tratar as crianças com sensibilidade e inteligência e defendemos uma comunicação de qualidade. Acreditamos no poder do lúdico para atingir as crianças e que isso faz parte do papel da arte feita para o público infantil, que inevitavelmente está na fase do desenvolvimento de valores", pondera.

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