A REVOLUÇÃO EM 3D
Francelino França
Com a ajuda das novas tecnologias, a sétima arte literalmente está sendo reinventada. Investimentos estratosféricos estão sendo deslocados para as produções de filmes em formato largo de 70 mm (2D), com alta definição de imagens, e também para os filmes em terceira dimensão (3D).
O espaço ideal para a disseminação deste novo conceito de cinema são as salas do sistema Multiplex, que fazem muito sucesso em todos os cantos do planeta. A proposta é agregar num mesmo local várias e amplas salas de cinema, com telas gigantes, som digital e muito conforto.
Nesse tipo de projeção (DST), as informações são gravadas na película em linguagem binária e em questão de milésimos de segundos, o som é identificado num CD. É possível que o mesmo filme seja exibido em várias salas diferentes em intervalos de um minuto. Essa tecnologia Multiplex está disponível também nas salas brasileiras.
Mas é em Nova York, nos cinemas da Sony Theater, que o boom tecnológico tem endereço real e virtual. São verdadeiros paraísos do entretenimento. Nesse conjunto de cinemas da Sony estão as novas salas da IMAX Corporations. O telão destas salas é inacreditável, da altura de um prédio de oito andares (!), por 35 metros de largura. Não há nada igual no mundo, tamanha a grandiosidade. Já o saguão impressiona, a decoração remete a um luxuoso navio.
O conforto das salas também é evidente. Cada sala IMAX possui 600 poltronas estofadas, espaçosas e extremamente confortáveis. Em termos de projeção, o sistema é ultra-avançado, pois o projecionista precisa apenas colocar o filme e o computador faz o resto. O sistema de rodagem garante a estabilidade das cores e do foco, praticamente à prova de erros. Outro ponto favorável neste projetor é que o filme sofre um desgaste bem menor, em relação aos projetores convencionais.
As salas IMAX foram construídas para que as imagens em alta definição cubram todo o campo visual dos espectadores. Tudo no IMAX é gigante e diferente. Mas o segredo de toda a tecnologia reside nos óculos. Aqueles velhos óculos de papelão com celofane azul e verde definitivamente viraram peças de museu, com o advento do cinema 3D.
Os novos óculos são de cristal líquido e as lentes abrem e fecham automaticamente nos momentos certos. Os mecanismos são controlados pelos raios infravermelhos emitidos da tela. São 6 canais de som digital transmitidos a 18 mil Watts.
Acoplado a todos os óculos há um sistema de emissão de som pessoal denominado (PSE), sendo possível ajustes de som individual. Sem exageros, é como ver e ouvir o futuro. Quem assiste não esquece.
Pode-se estabelecer uma comparação com o lançamento do primeiro filme sonoro - O Cantor de Jazz - nos anos 20. Naqueles loucos anos, as filas nas portas dos cinemas eram enormes, a novidade tecnológica arrastava o público na descoberta de uma arte que estava rompendo as portas do inimaginável. Agora, com os filmes em 3D, o cinema está começando a ficar com outra cara, outra sonoridade e recuperando o público.





