Segundo Mirian Gabbais, autora do livro ‘‘Cerâmica – A Arte da Terra’’, a história da cerâmica começa com a descoberta do fogo. O homem verificou que, ao ser queimada, a argila transformava-se em material inalterável pela água. A versatilidade da cerâmica está diretamente ligada à versatilidade do próprio homem.
Figuras religiosas, vasos, porta-mantimentos, eram parte da função da cerâmica. Trata-se de uma das grandes artes da civilização. Há milênios, sob todas as suas formas – barro esmaltado ou não, faiança ou porcelana –, a cerâmica está presente em todos os lares humildes ou aristocráticos. A cerâmica foi sempre parte integrante do desenvolvimento de várias culturas. Através dela, pode-se perceber o intercâmbio entre os povos.
A cerâmica, tal como ela se apresenta nos dias de hoje, surgiu aliada a uma volta ao naturalismo. Material barato e abundante, o barro promove a reaproximação do homem com a natureza. E nem por isso a cerâmica é apenas primitiva, algo do passado que é retomado. A pesquisa em cerâmica está ligada à tecnologia de ponta, como computadores e foguetes espaciais. Ela está sendo redescoberta como material do futuro.
A cerâmica popular no Brasil é bem difundida, com vários núcleos de produção. É importante considerar que, como bagagem histórica, a nossa cerâmica conta com um legado indígena, em boa parte pouco sofisticado, e uma cerâmica popular pouco valorizada pela população.(E.M.C.)

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