A reinvenção de Roberta Sá
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quarta-feira, 14 de março de 2012
Redação FolhaWeb 
Salvador, 1º de março, Teatro Castro Alves lotado. Foi nesse cenário que a cantora Roberta Sá deu início à turnê do seu quinto disco - ''Segunda Pele'' (MP,B Discos e Universal Music) - que após passar também por Natal, Recife e Rio de Janeiro será apresentado no próximo sábado, em Curitiba, no Teatro Guaíra. Com patrocínio do programa Natura Musical, a turnê vai percorrer as cinco regiões do país. Uma experiência nova - e ''maravilhosa'' - nas palavras da jovem cantora talentosa, que ainda não é muito conhecida do grande público.
Na Bahia, no histórico teatro, foi bonito de ver a plateia soteropolitana cantando de cor o repertório praticamente inédito do disco lançado em janeiro. ''E o interessante é que isso sempre aconteceu, desde o início. O meu público compra meus discos, canta junto, em uma proporção que vem crescendo gradativamente. Como Yamandu Costa costuma dizer, minha trajetória foi construída à mão, tijolo por tijolo'', conta Roberta Sá, 31 anos, por telefone.
E foi para homenagear os compositores contemporâneos que surgiu a ideia do ''Segunda Pele'', título emprestado da canção homônima de Carlos Rennó e Gustavo Ruiz que também integra a coletânea. Com uma sutil sensualidade, Roberta Sá mostra um outro lado do seu trabalho de intérprete. No show, o figurino de Isabela Capeto ajuda a criar um clima para as canções mais pop e sensuais, divergindo um pouco do samba que até então marcou a trajetória da cantora, que também é formada em jornalismo (ela apresenta o programa Faixa Musical, do Canal Brasil).
''O meu público está aceitando muito bem essa nova proposta que acho que é o resultado de uma caminhada, do meu amadurecimento profissional. Quis apostar em uma maior liberdade sonora, até como uma forma de renovação, de autoanálise'', afirma Roberta, que foi considerada a melhor cantora de MPB no último Prêmio da Música Brasileira.
Leia mais na reportagem de Ana Paula Nascimento


