Conflitos urbanos e retratos da miséria compõem a tônica social da exposição ‘‘A Língua do Fotógrafo e o Olho do Poeta’’, que está em cartaz na Unioeste, em Foz do Iguaçu. A mostra segue até sexta-feira e reúne sete fotojornalistas que atuam em Foz: Áurea Cunha, Fabricio Azambuja, Ney de Souza, Nilton Rolim, Roger Meireles, Robson Meireles e Christian Rizzi. A promoção é do Centro Universitário de Cultura – Cuca – e Arte e Delegacia do Sindicato dos Jornalistas.
Cada foto ganhou sua interpretação em 21 textos específicos, agregando duas linguagens diferentes, ambas costuradas na temática social. Vencedor do prêmio Cataratas de Literatura, Carlos Luz é um dos poetas convidados para participar da parceria: ‘‘São 21 momentos, não congelados, como costuma-se dizer de uma fotografia, mas que ganham novas interpretações, novos enfoques e focos a cada olhar lançado sobre personagens e cenas que, antes de jornalísticas, são reais e, por isso mesmo, carregadas de vida’’.
A exposição deve circular por outras instituições de Foz após sexta-feira, incluindo associações de bairros e centros culturais, e faz parte das comemorações do mês da fotografia.
O Cuca surgiu durante a 2ª Bienal de Cultura da UNE, realizada no Rio de Janeiro. Segundo Fernanda Castro Alves, diretora cultural do DCE da Unioeste, a idéia é uma ‘‘forma de irradiar a cultura em cada canto de cada comunidade, rompendo com a burocracia, o oficialismo e a mesmice imposta pela indústria cultural, além de estimular a comunidade em comprometer-se como propagadores culturais’’.

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