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Daniela Busarello: projeto prevê ‘‘pocket-parks’’ ao longo da Rua Quinze

Uma Curitiba futura poderia contar com jardins suspensos ao longo da Rua Quinze, ‘‘casulos móveis’’ que abrigariam mendigos e túneis e elevados para desafogar o trânsito. O tom futurista da cidade que inovou o visual urbano a partir do início dos anos 70, com seus calçadões de pedras petit-pavês e acrílicos nas luminárias e bancas de revistas, acomodou-se aos olhos dos arquitetos e urbanistas que começam a pensar na feição da cidade que virá.
Os profissionais elaboraram projetos que estarão sendo discutidos hoje, a partir das 19 horas, numa grande exposição chamada ‘‘Próxima Cidade’’, no Museu de Arte Contemporânea, Sala Theodoro de Bona. Os projetos e maquetes ficarão expostos até 29 de junho.
‘‘Próxima Cidade’’ trará propostas de intervenções urbanas para Curitiba, seja nas suas ocupações tradicionais ou em novas configurações. Dizem os expositores que nos últimos 30 anos a cidade sofreu mudanças profundas, que de alguma forma contaram com a participação de diversos segmentos sociais. A esta altura, afirmam, é preciso que haja uma ampliação desses agentes.
ReproduçãoGabriela Ribeiro Bettega e Manoela Guiss: proposta de criação
de ‘‘Casulos Móveis’’ para os desabrigados de rua
Crescimento explosivo Como ocorre nas grandes cidades ao redor do planeta, também Curitiba teve seu crescimento demográfico explosivo, que é o resultado de um desenvolvimento econômico descontínuo e mal distribuído. Portanto, faz-se necessária a multiplicidade de visões.
A cidade, hoje, depois de atingir um patamar elogiável, precisa superar ‘‘ufanismos provincianos’’ e partir para ‘‘posicionamentos serenos’’, segundo os urbanistas e arquitetos. Mas os estudos dos profissionais não avançam para os territórios periféricos, permanecendo nas regiões que obrigatoriamente compõem o cartão postal curitibano.
Dentro desta perspectiva de transformação central, Daniela Busarello criou o projeto ‘‘Um Suspiro para Rua Quinze’’, que visa a criação de pockets-parks ao longo da via pública. Gabriela Ribeiro Bettega e Manoela Guiss são autoras da proposta de criação de ‘‘Casulos Móveis’’ para os desabrigados de rua; Haraldo Freudenberg assina ‘‘Noite e Dia’’, estudo que prevê a implantação de caixas com 10 metros cúbicos, e elevadas 2,5 metros do chão, no meio de praças, para espaços escuros receberem luz solar.
ReproduçãoOs projetos e as maquetes ficarão expostos no MAC até 29 de junho
Uma proposta chamada de ‘‘Núcleo Plifônoco’’, para ‘‘requalificar funcionalmente o centro de Curitiba’’ foi idealizada por Humberto Mezzadri, Fábio Domingos Batista, Anelise Gomes Wielewicki, Beatriz Boell, Fabiane Franzen, Ivana Cassuli, Mauricio Alexandre Maas, Mônica de Freitas e Susan Hojo. Por sua vez Marco Dezar Dudeque e Antonio Elias Abrão trabalharam no sentido de revitalizar a praça Santos Dumont no projeto ‘‘Santos Dumont’’.
A Praça Tiradentes teria seu espaço transformado, segundo ‘‘Marco Zero’’, trabalho de Luiz Paulo Jeller Piazzeta, Mário César dos Santos Sampaio, Paulo Rogério Hoffmann.
‘‘Circulação e Humanização do Eixo Estrutura Oeste’’, propondo a utilização de túneis e elevados para circulação de veículos e transporte coletivo no eixo entre as ruas Martin Afonso, Padre Anchieta e Padre Agostinho, trazem as assinaturas de Luís Salvador Petrucci Gnoato, Alexander Kirchgassner, Luciano Rinaldi, João de Lara e Luiz Eduardo Mendes.

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