Dá trabalho. Cansa, é demorado. Mas, fica muito boa. Aliás, do jeito que você quer. Fazer a própria pizza em casa tem se tornado uma realidade comum, potencializada pela quarentena compulsória da pandemia do coronavírus. As pessoas estão mais em casa, passam mais tempo juntas e, consequentemente, inventam mais programas para fazerem. Seria muito mais fácil e rápido pegar o telefone ou acessar o aplicativo de comida e pedir uma entrega. Entretanto, que histórias a gente teria para contar aos outros, não é mesmo? A coluna de hoje, por exemplo, não seria escrita!

Semana passada, esse foi o cardápio escolhido. A convite do casal de amigos Alessandra Sindice e João Carvalho, fui degustar a deliciosa (ih, já dei spoiler) pizza preparada por eles. Desde a massa – receita emprestada da chef Rita Lobo – até os ingredientes, tudo foi preparado em casa, escolhido a dedo. O que é mais interessante é poder escolher se a massa será mais fina ou mais encorpada, além de poder decidir se será mais ou menos assada. A mistura dos ingredientes também é uma opção.

Pizza feita em casa : mais sabor com massa fina ou encorpada
Pizza feita em casa : mais sabor com massa fina ou encorpada | Foto: Divulgação/AEN

No caso, todas tiveram à base um molho de tomate caseiro: dá uma fervida nos tomates, tira a casca e a sementes e bate com temperos no liquidificador. Depois, colocamos muçarela. A primeira levou calabresa e cebola. A segunda foi de rúcula com tomate seco. E a terceira, de milho com bacon. Todas com sabores semelhantes aos encontrados por aí. Mas, o gosto pode variar e você coloca o que quiser (ou o que tiver na geladeira). Não tem erro.

O tamanho dela depende da forma que você usará: nós usamos formas relativamente pequenas, do tamanho de uma pizza italiana. O resultado? três pizzas para três pessoas. Essa é, na realidade, a porção ideal na Itália. Entretanto, não demos conta de comer tudo. Um pouquinho de cada, pelo menos. Então, sobrou para o café da manhã. E tem gente que prefere pizza amanhecida. Eu não me importo. Mas, já não sou daqueles que come a pizza gelada mesmo. Você é?

Para acompanhar, viajamos o mundo na harmonização dos vinhos. Dois portugueses e um espanhol (três vinhos para três pessoas, para acompanhar a medida da pizza), além de um restinho de um argentino que sobrara do dia anterior. Assim, com pizza boa e com vinhos excelentes, a conversa adentrou a madrugada. E por lá ficamos apreciando a gastronomia, as bebidas e, claro, a amizade. Se nada der certo em suas respectivas profissões, a Alê e o João se sairão muito bem como pizzaiolos. Aliás, levante a mão quem aí descobriu um dote culinário no meio dessa pandemia toda?

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