A primeira buzinada a gente nunca esquece
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Emanuel José de Paula 
'Mas como nem todo dia é dia santo, o semáforo fechou e ele ficou cara a cara, olho no olho, com seu amiguinho de trânsito'
Imagine você andando na Avenida Inglaterra num dia chuvoso. Poucos dias com o carro e encontra uma pessoa que já tem uma certa prática no trânsito. Pois é. Este é o caso do nosso protagonista de hoje. Ele estava vindo do trabalho e subindo a avenida numa boa. A pessoa que estava a par dele, desviou um pouquinho, para dar caminho a outro carro que estava saindo. Claro, o nosso protagonista com ''todo o direito'', enche a mão na buzina. Opa. Resolveu de imediato. O homem já se afastou. Este mesmo (motorista) ficou atrás dele.
Ele, o protagonista foi pensando... e se for uma pessoa brava e quiser brigar... Ele olha para trás e vê que o motorista não está mais atrás e, sim, bem ao seu lado. Ele acelera e reza para São Benedito (santo das causas impossíveis) e santa Rita de Cássia (das causas urgentes), para que o semáforo não fique vermelho.
Mas como nem todo dia é dia santo, o semáforo fechou e ele ficou cara a cara, olho no olho, com seu amiguinho de trânsito.
Como diz meu pai: ''Essa foi de amargar''!!!
EMANUEL JOSÉ DE PAULA é padre da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Londrina


