'A Praça É Nossa' celebra 25 anos de riso popular
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segunda-feira, 07 de maio de 2012
Anna Virginia Balloussier <br> <br> Folhapress 
São Paulo - A mesma praça? ''Morreram todos os comediantes do passado. Sinto mais falta do amigo que do personagem. Ninguém é insubstituível'', diz Carlos Alberto de Nóbrega, 76 anos.
Ontem, foram celebrados exatos 25 anos no comando de ''A Praça É Nossa'', no SBT. Lá, compartilhou assento e risadas com a ''quase mulher'' Vera Verão, de Jorge Lafond (1953-2003), o ''quase guri'' de Ronald Golias (1929-2005), sempre com seu boné para o lado, e a Velha Surda, de Rony Rios (1936-2001).
Hein? Se falhava a audição da célebre personagem, o público de um dos humorísticos mais longevos da TV assimila a mensagem sem maiores zumbidos. E Carlos Alberto fez questão que assim fosse. ''A 'Praça' jamais será sofisticada. Tenho preocupação grande em ser popularesco. Não procuro ser de vanguarda. O humor está a um fiozinho do ridículo'', diz.
Para celebrar um quarto de século no ar, a atração preparou novidades como um quadro com André Lucas, filho de Chico Anysio (1931-2012).
O banco
A história com o SBT começa em 7 de maio de 1987. O filho quase não retocou a fórmula que Manuel de Nóbrega (1913-1976) inaugurou nos anos 1950, com ''A Praça da Alegria'', na TV paulista.
Em 1977 , Carlos Alberto sugeriu à Globo uma missa de um ano de morte do pai. Boni, então chefão do canal, o cortou: para que algo tão triste? Foi a deixa: a ''Praça'' voltou à praça, agora apresentada por Luís Carlos Miele.
Ainda mais bonita, para o atual mestre de cerimônias, foi a homenagem do novo patrão, na estreia no SBT. Estava com Carlos Imperial (1935-1992), autor do tema musical da atração, quando ouviu os aplausos. ''Ma oê!'', Silvio Santos chegou de surpresa, sem terno, ''e fez uma homenagem de uma hora e meia''.
Foram bons tempos, mas Carlos Alberto não reclama da atual safra da comédia. Admira a trupe do ''Pânico''. ''Fazem algo que ninguém tem coragem. Nem 'CQC', que é 'Pânico' bem-comportado.''
Também já foram tempos nem tão bons assim. Em 1990, sob influência da novela ''Pantanal'', teve ''a fase da sacanagem'': ''Dei uma apelada, quebrei a cara''. A audiência estranhou, ele recuou.
Para Moacyr Franco, 75, outro veterano da ''Praça'', o riso já foi mais fácil. ''Antes, sugeria-se uma rima com bunda no programa da Hebe, e o auditório vinha abaixo. Ela ficava vermelhinha.''
Hoje, Franco diz dar ''muito palpite na meninada que está chegando'' e caprichar no roteiro, ''para não virar um gagá falando bobagens como 'no meu tempo que era bom'''.
Serviço:
- A Praça É Nossa - Todas as quintas, às 22h30, no SBT. Classificação não informada.


