A Pop Art nas obras do mestre
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de fevereiro de 2003
Ana Clara Garmendia<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O artista plástico americano Andy Warhol (1928-1987) está para o pop assim como Picasso para o cubismo, surrealismo e quase todo tipo de arte que foi feita e consumida no século 20. Ícone absoluto. Símbolo de uma época onde a civilização queria esquecer os horrores da Segunda Guerra Mundial. Warhol foi um ''deus'' que transportou a cultura popular americana para o mundo das artes internacionais.
Trazida para o Brasil pelo BankBoston, a mostra que permanece somente nove dias em exposição (daqui vai para São Paulo e Rio de Janeiro), reúne 15 serigrafias, compostas das séries ''Flores'' (cinco obras datadas de 1970) e ''Espécies em Extinção'' (dez serigrafias feitas em 1983).
A coleção faz parte do acervo da matriz do BankBoston, o FleetBoston Financial, que conta com cerca de 25 mil obras distribuídas pelas unidades de negócios do banco em diversos países. ''Nos pareceu interessante escolher essa mostra de Warhol por serem obras que milhões de brasileiros não têm acesso. Queríamos que a América Latina visse isso'', disse ao telefone Bertrando Molinari, vice-presidente de assuntos coorporativos do Boston à Folha. Ele contou que o banco é o segundo maior colecionador de obras de arte dos Estados Unidos.
A vinda da mostra para Curitiba é fruto do prestígio que a cidade goza este ano como Capital Americana da Cultura de 2003. A mostra ''Andy Warhol - Flora & Fauna'' abre hoje com louvor a temporada de exposições da cidade e confronta as articulações da Fundação Cultural de Curitiba com as feitas pela nova administração do governo do Paraná.
Não é que os órgãos, um do município e o outro do governo estadual, tenham que competir entre si, mas o fato de uma exposição do porte desta ser apresentada no Museu Metropolitano de Arte, ao invés de ganhar espaço no NovoMuseu, certamente deixará a população confusa.


