A poesia declamada de José Oliver
A poesia declamada de José Oliver
Zeca Corrêa Leite
O poeta José F.A. Oliver nasceu e cresceu na Alemanha, tem 37 anos e uma fama cada vez mais crescente como um grande poeta. Ano passado foi laureado com o Prêmio Adalbert von Chamisso, um dos mais importantes da categoria na literatura alemã, pelo conjunto da obra. Nesta noite Oliver declama seus versos no auditório do Instituto Goethe.
Diz a crítica que o moço possui bela voz e a empresta para seus textos. Oliver não apenas lê; com sua voz, ele compõe, brinca com as palavras e os versos, comentou um jornal alemão. Apesar do intenso aplauso, José F.A. Oliver é um estrangeiro na terra onde nasceu.
Seus pais deixaram a cidade de Málaga, na Espanha, em 1960, e foram em busca de melhores condições de vida na Alemanha. O filho nasceu no ano seguinte, mas por questões legais que regem o país, ele é um espanhol. O poeta vê a situação jurídica como uma manifestação de hostilidade e rejeição.
É nesse território natal e emocional que ele compõe seus versos, algumas vezes misturando com palavras em espanhol e até mesmo citando Drummond em Na Ossatura de um Dia: E agora... E agora, José/ escreveu Carlos quase para mim, diz. Alguns poemas são acompanhados ao som de violão; herança andaluza do homem alemão, espanhol, universal.
O poeta José F.A. Oliver declama poemas em alemão. Dia 14 no auditório do Instituto Goethe, Rua Reinaldino S. de Quadros, 33, tel. 262-8244. Às 20h30, entrada franca.





