A pintura do cotidiano de Maria Ângela Tassi
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de novembro de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
A pintura de Maria Ângela Tassi é instigante. Contemporânea, com traços soltos na técnica óleo sobre tela, 15 obras recentes da artista plástica estarão expostas a partir de hoje, às 20h30, até o dia 13 de dezembro, na Acervo Galeria de Arte.
A artista plástica autodidata desenvolveu uma técnica diferente. Eu procurava alguma coisa em alto relevo, até que um dia a tinta escorreu na tela e comecei a puxar com pincel e, surtiu exatamente o efeito que procurava, conta. A partir daí, a técnica foi aperfeiçoada.
Maria Ângela começou a pintar criança, imitando o pai. No início era aquarelista. Aos poucos fui sentindo a necessidade de algo mais. Trabalhei com giz pastel, serigrafia e gravura em metal. Nessa época, morava em Londrina, diz. Esses trabalhos foram realizados entre 87 e 91.
Quando retornou a Curitiba, Maria Ângela procurou desenvolver uma técnica nova, em alto-relevo. Como as pessoas em geral, gostavam muito da serigrafia, fui tentando, durante três anos, um trabalho paralelo. E, o que procurava se deu por acidente. Olhei e disse: é isso.
Os brancos não são tinta, mas fundo da tela. Maria Ângela também não usa preto, prefere magenta. Os temas referem-se ao cotidiano. São mulheres exuberantes trabalhando nos afazeres domésticos, mesas, janelas, portas, flores, patos, campos. Os trabalhos já foram expostos na Europa, Japão e África.


