‘‘Movimentos e Interiores’’ é o tema da exposição da artista plástica Guilmar Silva, que abre hoje, às 20 horas, na Sala II do Museu Metropolitano de Arte de Curitiba.
São duas séries de trabalhos feitos em tinta acrílica sobre tela. A primeira mostra a força das linhas e um jogo cromático que obtém o efeito de implosão. A segunda série, conforma explica a artista, se direciona para o controle das possibilidades artísticas em favor da reflexão.
Considerada uma das principais gravadoras curitibanas, Guilmar retomou a pintura em telas, com total independência de linguagem, seguindo os caminhos do abstracionismo. Sua obra identifica-se totalmente com a abstração pura. No entanto, os elementos gráficos que usa deixam transparecer visões urbanas repletas de vibração.
Tons sépia, negros, amarelos, vermelhos e azuis parecem querer romper as barreiras das formas. Em seus quadros é possível delinear marinhas imaginárias. Guilmar diz que ao iniciar um quadro não sabe como ele vai se estruturar, é sempre uma surpresa. Alguns de seus trabalhos são quase monocromáticos, resquícios das experiências com gravuras.
A artista parte de uma experiência forte em desenho e gravura para fazer uso de variações técnicas na composição de sua obra recente. Nesta exposição Guilmar mostra obras que vão desde um abstrato puro ameno até um gestual mais enérgico.
Guilmar é catarinense de nascimento, mas há muitos anos está em Curitiba, onde iniciou seus estudos. Fez o curso de pintura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Passou pela Casa da Gravura, por inúmeras oficinas e pela Universidade Federal do Paraná. A artista participou de salões, nos quais conquistou vários prêmios, e fez individual na Galeria de Arte Banestado, no Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, no Museu de Arte de Santa Catarina (Florianópolis) e na sede da Fundação Cultural de Curitiba.

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