A perversidade da beleza
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de setembro de 1998
Zeca Corrêa Leite 
A obra mais conhecida de Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray, acaba de ser adaptada para teatro. Hoje, estréia no Teatro Antonio Carlos Kraide, do Museu Metropolitano de Arte, a peça Dorian Gray, com o grupo Ex-Libris do Pecado. O espetáculo é uma adaptação livre do romance, sem se preocupar com a reconstituição da época em que se passa o enredo.
O fio dramático permanece incólume - o jovem que, inebriado pela própria beleza, faz um pacto com o demônio para jamais perder o viço. Mas o tempo gira ao seu redor, e as consequências daquilo que planta trazem-lhe os frutos. O personagem amargamente vai descobrir que a solidão se passa sob a pele e as linhas do rosto.
A adaptação da peça é de Gustavo Bitencourt, que fará o papel-título, e a direção é de Pavlova, que também atua na montagem, como Sybil Vane. O elenco traz ainda Allan Ploszaj, Nelson Rizzardi, Oscar Reinstein, Cristiane Bachmann e Ângela DAvlis.
A idéia da montagem surgiu em um curso de teatro em que as pessoas começaram a fazer estudos sobre o famoso texto de Oscar Wilde. A partir daí, a possibilidade de uma montagem foi levada mais a sério pelo grupo amador que agora chega aos palcos.DivulgaçãoGustavo Bitencourt é o autor da adaptação e o ator principal de O Retrato de Dorian GreyGrupo de teatro faz adaptação livre de O Retrato de Dorian Grey, livro do escritor
Oscar Wilde
A solidão
se passa sob
a pele


