O sucesso da hotelaria pode ser traduzido pela utilização da tecnologia e a satisfação do hóspede. ''Não deixe jamais que alguém que veio até você vá embora sem ter se sentido melhor do que quando chegou. Cada um de nós pode fazer com que uma pessoa se sinta feliz.'' Com esse lema uma frase de Madre Tereza de Calcutá Chieko Aoki comanda uma das maiores redes de hotéis do Brasil, a Blue Tree Hotels. No segmento hoteleiro há 30 anos, Aoki acredita que a tendência da hotelaria é o investimento na valorização dos hóspedes, na personalização dos serviços.
E isso, segundo a presidente da rede, é feito com treinamento da equipe (alguns cursos são ministrados por ela própria), com a utilização da tecnologia como aliada. ''Temos que identificar o hóspede como uma pessoa. No Blue Tree temos a cultura de que cada hóspede é importante, é diferente; temos que entender isso e ver o propósito de cada um durante o período passado no hotel'', ensina. Chieko Aoki esteve em Londrina no final da semana passada durante o início das operações do Blue Tree Premium (veja nesta página).
Aoki acredita que a indústria hoteleira de alguns Estados já percebeu essa nova tendência. A Bahia, na sua avaliação, é o Estado onde a hotelaria apresentou os maiores avanços. ''A Bahia descobriu isso e está fazendo um grande trabalho. Eles (empresários hoteleiros) vêm batalhando há anos com consistência e quem trabalha com consistência, com seriedade está vendo os resultados. O produto está aí, é só identificá-lo e fazer direito'', diz. Atualmente, no Brasil, a indústria do turismo acompanha o crescimento da economia que, no passado, ficou entre 3% e 4%, um índice considerado positivo pelo setor.
Ela acredita que essa modificação na hotelaria ocorreu devido ao aumento da exigência dos hóspedes. ''O hóspede viaja muito e ficou mais exigente, o padrão de qualidade aumentou muito. E todos ganham com isso: o consumidor ganha com o nível de qualidade e o profissional tem o aperfeiçoamento da sua profissão. Somente quando há exigência, quando há competitividade que a gente vai melhorar'', comenta. E isso se traduz em serviços mais personalizados.
Acompanhando os outros segmentos industriais, atualmente, a hotelaria também faz uso de planos de gestão e de qualidade. ''O crescimento da hotelaria, com mais profissionais trabalhando na área, possibilitou que a gente tivesse mais livros, mais material, mais pesquisa. E isso é extremamente importante porque cria profissionais melhores, que podem oferecer mais experiências para o hóspede e isso faz com que o País seja mais competitivo em termos de turismo internacional'', analisou.
O turismo de eventos hoje é visto como o grande filão a ser explorado não só pela cadeia hoteleira, mas também pelos municípios. Esse tipo de atividade movimenta toda a economia local com a contratação de hotéis, buffets, floriculturas, recepcionistas, seguranças e pessoal de limpeza. Esses setores são beneficiados apenas pelo orçamento do evento, sem contar o dinheiro gasto pelos visitantes no comércio local.
Por isso, Aoki acredita que a saída é fazer investimentos na infra-estrutura local, como garantir bons acessos, aeroportos e boas hospedagens. ''Todo mundo descobriu esse filão porque traz muitos benefícios para as cidades. Acredito que Londrina tem que pensar o que pode fazer diferente que os outros destinos ainda não fizeram. Se você está chegando agora tem a oportunidade de ver o que erraram, o que já existe e criar um diferencial que os outros não têm e fazer melhor'', opinou.

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